Negócios

Usiminas paralisa alto-forno e compensará menor produção com estoques

Siderúrgica estima que reparo deve demorar entre 90 e 150 dias e que fará compra de planas no mercado para minimizar impacto

Em junho, Usiminas tinha retomado  a produção do Alto-Forno 2 da usina de Ipatinga, mas equipamento voltou a ser paralisado na última sexta-feira
27 de Setembro, 2021 | 09:45 am
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São Paulo — A Usiminas paralisou as operações do Alto Forno por um período de 90 a 150 dias após um incidente ocorrido no equipamento localizado na usina de Ipatinga (MG), no Vale do Aço, na última sexta-feira (24).

“A companhia espera compensar a menor produção de aço bruto com a utilização de seus estoques e com a compra de placas no mercado, minimizando o impacto no atendimento dos compromissos com os seus clientes”, informou a siderúrgica mineira, nesta segunda-feira (27).

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A companhia detalhou que o incidente foi no Cone Grande do Alto Forno nº 2. O equipamento tem capacidade de produzir 55 mil toneladas de ferro-gusa por mês ou cerca de 600 mil toneladas por ano. A Usiminas disse que o período exato de paralisação vai depender da solução de reparo a ser implementada.

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Não é a primeira vez que o equipamento apresenta problema. Em junho, a Usiminas retomou a produção do Alto Forno 2, que tinha sido paralisado por cerca de oito meses, desde dezembro de 2020. A companhia gastou R$ 67 milhões no processo.

Na época, a siderúrgica estimou que o retorno do equipamento permitiria elevar em cerca de 20% a produção de gusa na usina de Ipatinga em relação aos níveis do quarto trimestre de 2020 e do primeiro trimestre de 20221.

Em agosto do ano passado, foi a vez de retomar a operação do Alto-Forno 1, que tem capacidade de produzir 600 mil toneladas de ferro-gusa por ano. Ele tinha sido desligado em abril do ano passado devido à crise gerada pela pandemia da Covid-19. O equipamento tinha sido reformado em 2018 com investimento de R$ 80 milhões.

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Sérgio Ripardo

Sérgio Ripardo

Jornalista brasileiro com mais de 25 anos de experiência, com passagem por sites de alcance nacional como Folha e R7, cobrindo indicadores econômicos, mercado financeiro e companhias abertas.

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