PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Mercados

O principal do dia: crise institucional no Brasil ofusca otimismo no exterior

BREAKFAST: Mercados internacionais seguem alta após aprovação definitiva da vacina da Pfizer nos EUA, enquanto ativos locais sofrem pela incerteza do cenário político

Mercados no exterior tem manhã calma, seguindo movimento da véspera
24 de Agosto, 2021 | 08:49 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Os mercados internacionais seguem em clima de maior apetite por risco nesta terça-feira (24), com os futuros americanos liderando as altas na esteira da aprovação definitiva pela Federal Drugs Administration (FDA), a Anvisa dos EUA, da vacina da Pfizer/BionTech, que pode ajudar a completar a imunização no país.

Por aqui, a crise institucional promovida pelo presidente Jair Bolsonaro na investida contra o Supremo Tribunal Federal (STF) colocou governadores e membros do Congresso a defenderem um diálogo mais democrático entre os poderes. A preocupação, refletida na bolsa, câmbio e juros brasileiros, é de que as reformas prometidas pelo Planalto, como a do Imposto de Renda, sigam sem espaço político para discussão.

  • Futuros americanos em alta, com Dow Jones (+0,16%), S&P 500 (+0,2%) e Nasdaq (+0,33%).
  • Bolsas asiáticas fecharam em queda: Tóquio/Nikkei 225 (+0,87%), Hong Kong/Hang Seng (+2,46%) e Xangai (+1,07%)
  • Por aqui, Ibovespa fechou em queda, a 117.471 pontos (-0,49%); enquanto o dólar ficou próximo ao zero a zero, a R$ 5,38
  • Bitcoin valendo US$ 49.322 (-1,82%), agora pela manhã

Direto de Brasília (e outros lugares)

  • Nesta segunda-feira (23), representantes de 24 estados e do Distrito Federal decidiram solicitar uma audiência com o presidente Jair Bolsonaro na tentativa de diminuir a tensão entre poderes, instalada após o pedido de impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes.
  • Nos jornais O Globo e Estado de S. Paulo, o destaque é a suspensão pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), do coronel da Polícia Militar Aleksander Lacerda por ter convocado militantes às ruas em apoio a Bolsonaro.
  • Segundo matéria do site Poder360, grupos da PM têm se mobilizado em grupos nas redes sociais para demonstrar apoio ao presidente no dia 7 de setembro.
  • Na agenda parlamentar, a comissão especial da Câmara dos Deputados, que analisa a proposta de Reforma Administrativa tem audiência pública nesta terça para discutir a situação das Forças Armadas e dos militares dos estados e do Distrito Federal.
  • Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse durante evento online que o Congresso pode acabar tirando o pagamento de precatórios do chamado teto de gastos. Segundo o ministro, o país estava se recuperando “quando veio o meteoro” do Judiciário, se referindo ao pagamento de quase R$ 90 bilhões em precatórios previsto para este ano. Até o ano passado, os precatórios consumiam menos de R$ 50 bilhões.
  • O Brasil registrou 13.103 novos casos de Covid-19 e 321 mortes em 24 horas, segundo o Ministério da Saúde.

Manchetes dos jornais

  • Queda do minério de ferro ameaça resultados no 3º tri (Valor)
  • Isolado, Bolsonaro radicaliza para inflamar atos de 7 de Setembro, e governadores pedem trégua (Folha de S.Paulo)
  • Especialistas defendem punições para conter politização das PMs nos estados (O Globo)
  • PMs impulsionam atos para o 7 de Setembro com críticas ao STF e autoridades em pelo menos 6 Estados (O Estado de S.Paulo)
  • G7 Leaders to Meet as Afghanistan Withdrawal Deadline Nears (New York Times)
  • Stock Futures Point to S&P 500 Notching New Record (Wall Street Journal)
  • CIA director had secret meeting with Taliban leader in Kabul (Washington Post)

Na Bloomberg Línea

A Cosan decidiu investir em novos negócios e vai começar pelo segmento de mineração e logística. A companhia vai comprar um terminal portuário privado em São Luís (MA) por R$ 720 milhões e criar uma joint venture para a exploração de minério de ferro no Pará, a partir de 2025.

Agenda do dia

  • Indicadores EUA: Venda de casas novas (11h); Estoques de petróleo bruto (17h30)
  • Jair Bolsonaro: Reuniões com embaixador Carlos França, Ministro das Relações Exteriores; cerimônia oficial de chegada de Umaro Sissoco Embaló, presidente da Guiné-Bissau; reunião com Pedro Cesar Sousa, Subchefe para Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência; lançamento do Programa BB Investimentos Agro.
  • Paulo Guedes (Economia): Reuniões com o chefe da Assessoria Especial de Relações Institucionais, Esteves Colnago; com a superintendente da SUSEP, Solange Vieira; com o ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres; lançamento do Programa “BB investimentos Agro”; reunião com o deputado federal Felício Laterça (PSL/RJ); reunião com a deputada federal Renata Abreu (PODE/SP) e deputado federal Igor Timo (PODE/MG).
  • Roberto Campos Neto (BC): Reuniões com o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; com Richard Gnodde, CEO do Goldman Sachs International; palestra em evento promovido pela XP Investimentos.

Para não ficar de fora

Hoje começam os Jogos Paraolímpicos de Tóquio, que duram 13 dias e e terão 4.400 atletas disputando medalhas em 22 modalidades. O Brasil é um dos favoritos para ficar entre o maior número de pódios, tendo conquistado 72 medalhas no Rio, em 2016. No tweet, um registro da chegada do time de Refugiados à cerimônia de abertura.

PUBLICIDADE


Bloomberg Línea

Ana Siedschlag

Ana Carolina Siedschlag

Editora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero e especializada em finanças e investimentos. Passou pelas redações da Forbes Brasil, Bloomberg Brasil e Investing.com.