Fim do ‘almoço grátis’ (de vez): OpenAI começa a testar anúncios no ChatGPT

Sam Altman, CEO da empresa, já havia expressado sua aversão à publicidade, enquadrando-a como um ‘último recurso’, mas medida vai ser usada para aumentar a receita do chatbot

Publicidade será exibida nos EUA nas próximas semanas para usuários logados na versão gratuita do chatbot
Por Shirin Ghaffary
16 de Janeiro, 2026 | 03:37 PM

Bloomberg — A OpenAI começará a testar anúncios no aplicativo ChatGPT para determinados usuários dos EUA, marcando uma grande mudança para a empresa, que busca aumentar a receita do popular chatbot.

Os anúncios serão exibidos nas próximas semanas para usuários logados na versão gratuita do ChatGPT, bem como em um plano mais recente e de baixo custo, o “Go”, de US$ 8 por mês, que foi lançado pela primeira vez na Índia e agora está se expandindo para os EUA, informou a empresa na sexta-feira (16).

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A decisão da OpenAI de adotar a publicidade reflete um esforço mais amplo para diversificar sua receita antes de uma possível oferta pública inicial e para ajudar a compensar o custo de construção e suporte de sistemas de inteligência artificial.

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A OpenAI, que não espera ser lucrativa por muitos anos, comprometeu-se a gastar cerca de US$ 1,4 trilhão em data centers e chips para IA.

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A medida representa uma espécie de reversão para a empresa, que se baseou principalmente em um modelo de assinatura.

O CEO Sam Altman já havia expressado sua aversão pessoal à publicidade, enquadrando-a como um “último recurso”.

Altman citou preocupações de que os usuários podem não confiar tanto em um chatbot se acharem que ele está vendendo produtos.

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Outros rivais, como o Google, da Alphabet, também começaram a introduzir anúncios em produtos de IA.

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Para começar, a OpenAI planeja testar a publicidade de produtos e serviços patrocinados na parte inferior das respostas relevantes no ChatGPT e separar claramente os anúncios do restante do bate-papo.

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A empresa disse que acredita que os anúncios podem ajudar os usuários a tomar melhores decisões de compra usando o chatbot.

“Nossos negócios empresariais e de assinatura já são fortes”, disse Fidji Simo, CEO de aplicativos da OpenAI.

“Acreditamos em um modelo de receita diversificado, no qual os anúncios podem contribuir para tornar a inteligência mais acessível a todos.”

A OpenAI está aproveitando um modelo usado por outras grandes empresas, como a Meta e o Google, para subsidiar o custo de seus produtos com venda de anúncios direcionados a um grande público.

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O fabricante do ChatGPT tem atualmente mais de 800 milhões de usuários semanais. Vários de seus executivos trabalharam anteriormente em empresas de mídia social, incluindo Simo, que ajudou a aumentar o negócio de publicidade do aplicativo do Facebook antes de assumir o cargo de CEO da Instacart.

No post do blog, Simo disse que os anúncios da OpenAI não influenciarão as respostas que o ChatGPT dá aos usuários.

A empresa disse que também não compartilhará as conversas com os anunciantes, nem exibirá anúncios sobre tópicos delicados, como saúde mental e política, para usuários que ela determinar serem menores de 18 anos.

A OpenAI também disse que poderá adaptar o produto de anúncios com base no feedback inicial.

“Ao introduzirmos os anúncios, é crucial que preservemos o que torna o ChatGPT valioso em primeiro lugar”, disse Simo.

“Isso significa que as pessoas precisam confiar que as respostas do ChatGPT são orientadas pelo que é objetivamente útil, nunca pela publicidade.”

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