Braskem supera projeções no trimestre, mas dívida líquida sobe a US$ 9,4 bilhões

Choques de oferta no Golfo Pérsico e na Ásia favoreceram preços dos polímeros e ajudaram a petroquímica a superar as projeções. Lucro líquido alcançou R$ 3,3 bilhões, enquanto restrições de caixa e endividamento seguem no radar

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Bloomberg — A Braskem (BRKM5) divulgou resultados acima do esperado no segundo trimestre, beneficiando-se das interrupções no abastecimento de produtos petroquímicos provenientes do Golfo Pérsico e da Ásia, decorrentes da guerra.

A gigante brasileira do setor petroquímico registrou lucro líquido de R$ 3,3 bilhões no segundo trimestre, superando a estimativa média dos analistas consultados pela Bloomberg.

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O conflito no Oriente Médio proporcionou à Braskem, que está altamente endividada, um impulso inesperado nas margens, com as interrupções no abastecimento elevando os preços dos polímeros mais rapidamente do que os custos das matérias-primas da empresa. Ainda assim, a empresa enfrenta restrições de caixa, apesar do aumento nos lucros trimestrais.

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A dívida líquida ajustada situava-se em US$ 9,4 bilhões em 30 de junho, em comparação com US$ 8,5 bilhões no final de março.

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