Após comprar Prudential na região, CNP vê América Latina ganhar peso no grupo, diz CEO

Seguradora francesa concentrará seus esforços na integração das operações da Prudential no Brasil e no México após transação que elevará a participação da América Latina no faturamento do grupo de 15% para 24%, disse Maximiliano Villanueva à Bloomberg News

Grupo francês mantém porta aberta a novas aquisições após negócio de US$ 4 bilhões no Brasil e no México (Foto: Riccardo Milani/AFP/Getty Images)
Por Matheus Piovesana
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Bloomberg — A CNP Assurances vai focar na integração das aquisições que fez recentemente na América Latina nos próximos dois a três anos, mas não descarta eventualmente olhar para novos ativos na região.

“Se uma boa oportunidade aparecer, olhar não custa nada, mas vai depender do apetite”, disse o CEO da CNP para América Latina, Maximiliano Villanueva, em entrevista. “Nós próximos dois ou três anos, temos o suficiente em que trabalhar.”

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A CNP informou nesta semana que comprou as operações da Prudential no Brasil e no México, em uma transação de US$ 4 bilhões, deixando para trás rivais como a Metlife.

O negócio trará novos canais de distribuição e marcará a entrada na CNP no México, levando a América Latina a representar 24% do faturamento total do grupo contra os atuais 15%, disse Villanueva.

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Leia também: Prudential vende operações no Brasil e no México ao Grupo CNP por US$ 4 bilhões

O Brasil é um dos maiores mercados da CNP. A seguradora francesa tem uma parceria de décadas com a Caixa Econômica Federal, mas o escopo foi limitado a seguros de vida, planos de previdência e consórcios em 2021. Desde então, a CNP tem buscado novos negócios no país.

A Prudential é a mais recente seguradora americana a repassar negócios na América Latina a uma empresa europeia, após a HDI adquirir as operações da Liberty na região em 2023.

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A CNP vê a América Latina como um mercado relevante para diversificar receitas, além de conhecer o ambiente do mercado brasileiro, em que opera desde 2001, disse Villanueva.

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