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Powell diz que Fed mantém cautela e não hesitará em subir o juro se necessário

Presidente do Federal Reserve diz que diretores do BC americano ainda não têm a confiança de que a taxa de juros atingiu o pico necessário para levar a inflação à meta

Presidente do BC americano
Por Craig Torres
09 de Novembro, 2023 | 06:35 PM

Bloomberg — O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que o banco central dos Estados Unidos continuará a agir com cautela, mas não hesitará em apertar ainda mais a política monetária, se necessário.

“Se for apropriado apertar ainda mais a política, não hesitaremos em fazê-lo”, disse Powell em discurso preparado para a abertura de um painel em uma conferência do Fundo Monetário Internacional em Washington, na quinta-feira (9).

“Continuaremos a agir com cuidado, no entanto, permitindo-nos lidar tanto com o risco de sermos iludidos por alguns bons meses de dados quanto com o risco de aperto excessivo”, afirmou.

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Powell disse que os diretores do Fed estão comprometidos em garantir que as taxas de juros sejam altas o suficiente para devolver a inflação à sua meta de 2%, mas acrescentou: “não temos confiança de que tenhamos alcançado tal postura”.

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O dólar e os rendimentos dos títulos do Tesouro de 10 anos aumentaram ainda mais após a divulgação das observações de Powell, enquanto o S&P 500 estendeu as perdas.

Pouco depois de começar a falar, Powell foi retirado da sala de conferências quando um grupo de cerca de uma dúzia de manifestantes ambientais subiu ao palco. Exibindo uma faixa, eles entoaram palavras de ordem e falaram por cerca de cinco minutos antes de se retirarem.

Os banqueiros centrais dos EUA têm avaliado se precisam elevar mais a taxa de juros de referência e debatem por quanto tempo devem manter as taxas em níveis elevados. O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês, semelhante ao Copom) manteve as taxas na faixa de 5,25% a 5,5% ao ano na semana passada, o nível mais alto em 22 anos.

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A inflação desacelerou, mas permanece acima da meta do Fed, em 3,4% no ano até setembro. Os diretores do Fed devem se reunir novamente em 12 e 13 de dezembro, e os investidores apostam que estão no auge do ciclo de aumento e começarão a cortar as taxas no próximo ano.

Em seu discurso, o chefe do Fed disse que não está claro o quanto mais a inflação pode cair por meio de melhorias no lado da oferta.

“No futuro, pode ser que uma parcela maior do progresso na redução da inflação tenha que vir de uma política monetária restritiva, limitando o crescimento da demanda agregada”, disse Powell.

Ele também sugeriu que o banco central americano realizará outra revisão de sua estrutura de política a partir de 2024, após anunciar uma reforma em 2020.

“Entre as perguntas que consideraremos está o grau em que as características estruturais da economia que levaram a taxas de juros baixas na era pré-pandêmica persistirão”, disse Powell. “Com o tempo, continuaremos a aprender com a experiência dos últimos anos e quais implicações ela pode ter para a política monetária.”

Powell falou em um painel com o presidente do Banco de Israel, Amir Yaron, e a primeira diretora-gerente adjunta do FMI, Gita Gopinath.

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