Mercados globais sobem com petróleo mais barato e sinais positivos entre EUA e China

Futuros de Wall Street avançam e títulos se valorizam em meio à expectativa de menor pressão da energia sobre a inflação global, enquanto investidores aguardam a cúpula entre Trump e Xi

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Bloomberg — As ações e os títulos estão registrando alta neste início de semana, à medida que o preço do petróleo recuou e cresceram as expectativas positivas antes da cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping.

Os futuros do S&P 500 avançaram 0,7%. Os contratos do Nasdaq 100 subiram 1,1%, enquanto as fabricantes de semicondutores lideraram os ganhos no início do pregão nos EUA.

Os títulos do Tesouro subiram, com os títulos europeus apresentando melhor desempenho, à medida que a quarta queda consecutiva nos preços do petróleo amenizou as preocupações quanto ao impacto inflacionário dos custos com energia. O dólar foi negociado estável.

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A queda do petróleo ganhou novo ímpeto à medida que os operadores acompanhavam os esforços diplomáticos para amenizar as tensões entre os EUA e o Irã e retomar os embarques de petróleo bruto do Oriente Médio. Trump disse à Fox News que “provavelmente” estaria aberto a se reunir com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian à margem da Assembleia Geral da ONU nesta semana.

Em um sinal de que a proteção naval dos EUA e os esforços de remoção de minas no Estreito de Ormuz estão surtindo efeito, um comandante regional dos EUA afirmou que os embarques de petróleo e gás natural liquefeito pela via navegável atingiram seu nível mais alto em seis meses. Enquanto isso, autoridades americanas e chinesas apresentaram avaliações otimistas sobre suas negociações em matéria de inteligência artificial, comércio e investimento antes da cúpula entre Trump e Xi.

“O feedback das negociações entre a China e os EUA está alimentando uma narrativa positiva neste início de semana”, afirmou Alexandre Baradez, analista-chefe de mercado da IG em Paris. “Dito isso, para mim, os preços do petróleo continuam sendo o principal fator determinante.”

Os preços mais baixos do petróleo e do gás ajudaram a impulsionar o índice europeu Stoxx 600, juntamente com os ganhos nas ações do setor de tecnologia.

Os bancos também registraram alta, com o Société Générale subindo até 4,9% após elevar sua meta de lucratividade. A Novo Nordisk sofreu queda, pois seus planos de lançar novos medicamentos de grande sucesso decepcionaram alguns investidores.

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O tom otimista em muitos ativos está oferecendo aos investidores algum alívio, depois que as preocupações com a inflação e com a forma como os bancos centrais poderiam responder, a generosidade fiscal e a forte emissão de dívida por parte de empresas do setor de IA levaram os rendimentos globais aos níveis mais altos em anos, reduzindo o apetite pelo risco nos mercados.

O impacto do conflito entre os EUA e o Irã ainda permanece evidente, já que os preços do diesel no varejo nos EUA ultrapassaram US$ 6,50 pela primeira vez. Os riscos de abastecimento persistem, com a Arábia Saudita emitindo alertas de ataque aéreo para Riade pela primeira vez em meses.

“O mercado está à procura de boas notícias, por isso há alguma esperança de que as negociações entre Trump e Xi possam levar a um período de calma”, afirmou Nicolas Domont, gestor de fundos da Optigestion em Paris. “De maneira mais ampla, porém, o que vem ocorrendo nos mercados de títulos tem sido realmente violento e causou um impacto considerável sobre as ações.”

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-- Com informações da Bloomberg News.

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