Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) fechou em queda nesta terça-feira (18), depois subir cerca de 1% durante a sessão, em um dia de fortes perdas registradas nas bolsas de Nova York.
O principal índice da B3 caiu 0,27%, aos 166.335 pontos. O dólar, por sua vez, subiu 0,34%, cotado a R$ 5,2189, acompanhando a piora do apetite por risco no exterior.
O pregão foi marcado por um dia de volatilidade, com a reação do mercado ao noticiário sobre o Oriente Médio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse não haver conversas em curso ou agendadas com o Irã, apesar de afirmar que o Estreito de Ormuz está aberto e em operação normal, com as minas na região removidas ou detonadas.
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No Brasil, as ações ligadas à economia doméstica estiveram entre as maiores pressões negativas do pregão. A Axia (AXIA3) recuou 0,72% e ficou entre as principais perdas em volume. Os bancos também tiveram perdas, incluindo a queda de 0,70% do Itaú Unibanco (ITUB4). A Lojas Renner (LREN3) caiu 3,27% e C&A Modas (CEAB3) teve a maior queda percentual do dia. de 6,25%.
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Na mesma direção, a Braskem (BRKM5) recuou 3,08%, depois que a Justiça de São Paulo suspendeu todas as execuções movidas por credores contra a companhia. No mesmo dia, a controlada mexicana Braskem Idesa deu entrada com um pedido de recuperação judicial (Chapter 11) na Justiça dos Estados Unidos, com o objetivo de reduzir sua dívida de cerca de US$ 2,5 bilhões para US$ 1,6 bilhão.
Como parte do acordo, a própria Braskem se comprometeu a aportar US$ 476 milhões na subsidiária e manterá a participação majoritária na empresa, que espera concluir o processo em até 90 dias.
A Petrobras (PETR4) ajudou a limitar as perdas do Ibovespa em pontos e subiu 0,31%, acompanhando a leve alta do petróleo Brent, que rondou os US$ 92 o barril ao longo do dia.
Nos Estados Unidos, uma forte venda de ações de semicondutores derrubou um índice do setor em 5% e pressionou as bolsas americanas. O S&P 500 caiu 0,69% e o Nasdaq 100 recuou 1,33%.
Enquanto isso, os juros dos Treasuries de 30 anos permaneceram nos maiores patamares desde 2007. Segundo a Bloomberg News, a alta dos juros longos tem sido atribuída tanto à preocupação com a inflação quanto ao volume de dívida associado ao boom de investimentos em inteligência artificial e aos déficits fiscais dos governos,
— Com informações da Bloomberg News
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