Bloomberg — O Irã afirmou que aguarda uma resposta definitiva dos Estados Unidos a uma proposta de sete dias para a reabertura do crucial Estreito de Ormuz, mas não flexibilizará suas condições, após o presidente Donald Trump ter manifestado a rejeição da oferta.
A República Islâmica está ciente das declarações de Trump, embora ainda não tenha recebido nenhuma resposta dos mediadores, o Catar e o Paquistão, segundo declarações do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, citadas pela emissora estatal IRIB no final do sábado (26).
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“O presidente dos EUA fez algumas observações pertinentes, bem como muitas outras contraditórias, que, infelizmente, ouvimos dele com frequência”, disse Araghchi.
Somente uma “solução negociada” pode resolver o impasse em torno do gargalo energético global, acrescentou ele.
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Negociadores dos Estados Unidos e do Irã exploravam um acordo que levaria Teerã a reabrir o estreito e Washington a suspender o bloqueio aos portos iranianos, segundo uma fonte a par do assunto que falou com a Bloomberg News.
O pacto teria sido semelhante ao memorando de entendimento que os dois países firmaram em meados de junho, o que levou a um frágil cessar-fogo que logo entrou em colapso.
“Eles fizeram uma proposta, mas eu a rejeitei”, disse Trump no sábado ao deixar a Casa Branca, referindo-se ao Irã. “Eles querem fechar um acordo em que abram o estreito imediatamente porque estão perdendo feio.”
A capital da Arábia Saudita sofreu um ataque de militantes houthis no Iêmen no sábado — o mais recente sinal de que grupos apoiados pelo Irã estão intensificando as hostilidades contra aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio.
As forças da coalizão apoiada pela Arábia Saudita no Iêmen informaram que as defesas aéreas interceptaram dois drones lançados pelos houthis em direção a Riade, bem como um míssil balístico que tinha como alvo a área da fronteira sul de Khamis Mushait.
Há cerca de uma semana, foram emitidos alertas de ataque aéreo para os moradores de Riade pela primeira vez desde o auge das hostilidades, em março e abril. As defesas aéreas interceptaram mísseis que se dirigiam à capital saudita.
Anteriormente, o Wall Street Journal informou que Trump espera retomar a campanha de bombardeios contra o Irã após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, no início de novembro, e se mostra cético quanto à disposição do Irã de atender às suas exigências.
Trump se recusou a responder a uma pergunta sobre se retomaria os bombardeios após as eleições de meio de mandato.
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian, em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York na semana passada, afirmou que seu país não permitiria a liberdade de navegação pelo Estreito de Ormuz enquanto as sanções e o bloqueio dos EUA permanecessem em vigor.
Teerã também não abriria mão do direito de desenvolver tecnologia nuclear para fins econômicos, acrescentou ele.
-- Com a colaboração de Sara Gharaibeh.
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