EUA suspendem programa de vistos para empresas de tecnologia

Medida suspenderá a participação de várias empresas de tecnologia, incluindo a Microsoft, na mais recente iniciativa do governo Trump para restringir tanto as vias legais quanto as irregulares de imigração

Suspensões terão prazo indeterminado e permanecerão em vigor até que o governo considere que as preocupações foram solucionadas (Foto: Graeme Sloan/Bloomberg)
Por Jennifer A. Dlouhy
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Bloomberg — O governo Trump afirmou que suspenderá a participação de várias empresas de tecnologia, incluindo a Microsoft, em um programa de imigração, sob a alegação de abuso generalizado do sistema de vistos para trabalhadores.

“Infelizmente, nenhuma empresa nos Estados Unidos abusou mais desse sistema do que a Microsoft”, disse o vice-presidente JD Vance nesta quinta-feira (8), durante entrevista coletiva em Washington.

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O secretário do Trabalho, Keith Sonderling, disse que outras empresas que seriam suspensas do Programa de Certificação Permanente de Trabalho incluem Cognizant Technology Solutions, Infosys, Tata, Wipro, HCL Technologies e Capgemini. Segundo ele, há várias investigações federais em andamento sobre o caso.


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Vance disse que as suspensões terão prazo indeterminado e indicou que permanecerão em vigor até que o governo considere que as preocupações foram solucionadas.

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A medida é a mais recente iniciativa do governo Trump para restringir tanto as vias legais quanto as irregulares de imigração. O programa em questão permite que empregadores nos EUA patrocinem trabalhadores estrangeiros para a obtenção de residência permanente.

“A fraude consiste em fazer declarações, no momento da inscrição nesse programa, que são fundamentalmente ilegítimas e, portanto, em última instância, ilegais”, disse Vance nesta quinta-feira.

A dependência do Vale do Silício de trabalhadores estrangeiros tornou-se um dos principais focos do debate sobre imigração, com o governo e aliados pressionando gigantes de tecnologia a investir mais na capacitação e contratação de trabalhadores dos EUA. O presidente dos EUA, Donald Trump, também tomou medidas para dificultar o uso de vistos H-1B pelas empresas na atração de profissionais estrangeiros, atingindo uma importante fonte de mão de obra para o setor.

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Vance pediu que as empresas mudem as políticas para contratar mais trabalhadores dos EUA e citou especificamente Microsoft e Adobe.

“Parem de fraudar o trabalhador americano. Parem de importar um trabalhador em regime de servidão para fazer um trabalho que um americano faria de bom grado”, disse o vice-presidente.

As empresas citadas por Vance e Sonderling não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

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As críticas de Vance à Microsoft foram feitas poucas horas antes de Trump conceder ao diretor-presidente da empresa, Satya Nadella, a Medalha Nacional de Ciência durante uma cúpula em Washington destinada a destacar a tecnologia e a inovação dos EUA. As declarações também ocorrem uma semana depois de Nadella participar, ao lado de outros executivos dos setores de tecnologia e inteligência artificial, de um almoço na Casa Branca para discutir medidas de proteção relacionadas à inteligência artificial.

Embora o setor de tecnologia tenha se aproximado de Trump no segundo mandato devido a políticas destinadas a reduzir a carga tributária e regulatória das empresas e atrair investimentos para a expansão da infraestrutura de inteligência artificial, a ofensiva do governo contra a imigração tem sido um ponto de atrito. Grupos empresariais alertaram que as restrições ameaçam a oferta de mão de obra e podem afetar o crescimento.

“A Microsoft é uma grande empresa americana, e temos uma ótima relação com ela. A empresa faz muitas coisas importantes”, disse Vance. “Nossa mensagem à Microsoft não é que queremos prejudicar a empresa. Queremos que ela prospere, mas queremos que prospere contratando e fortalecendo os americanos.”

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