Bancos dos EUA bloqueiam IA que tenta movimentar dinheiro

Executivos da Charles Schwab e do JPMorgan Chase reconhecem o potencial dos agentes de inteligência artificial para facilitar a gestão financeira dos consumidores, mas defendem mecanismos de autenticação e limites operacionais

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Por Paige Smith
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Bloomberg — Executivos de bancos veem com bons olhos o uso de inteligência artificial pelos consumidores para ajudar na vida financeira — desde que as regras sejam respeitadas.

Rick Wurster, CEO da Charles Schwab, afirmou que a empresa de corretagem, gestão de patrimônio e serviços bancários bloqueia ativamente agentes de IA não autorizados que tentam movimentar dinheiro de clientes, entre eles o Muse, da Meta.

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“Não queremos que alguém simplesmente dê a senha ao Muse e permita que o Muse entre e tome decisões em nome desse cliente. Nós não conseguimos controlar isso, o cliente não consegue controlar, algo pode dar errado e quem é responsável?”, disse Wurster na sexta-feira, em entrevista à Bloomberg Television. “Para proteger o cliente e também a nós mesmos, não estamos permitindo isso.”


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Os comentários de Wurster estão em linha com os de Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, que afirmou nesta semana que também não dará a agentes externos acesso irrestrito às informações das contas de clientes.

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“Recebo um relatório sobre quantas vezes bloqueamos clientes que tentam usar um desses agentes em uma semana, e são dez, vinte casos — por semana — em que os grandes agentes são bloqueados”, disse Wurster na sexta-feira. “Isso me mostra que, embora as pessoas adorem IA, ainda não estão dispostas a entregar as contas financeiras a ela.”

Wurster reconheceu que a IA ajuda os consumidores a cuidar das finanças, mas, em vez de permitir que legiões de agentes munidos de credenciais confidenciais tentem transferir recursos entre contas, ele quer que os clientes da Schwab usem o Charley, assistente proprietário de IA da empresa apresentado no mês passado. Ele também afirmou que a Schwab vai preparar canais seguros, conhecidos como servidores de protocolo de contexto de modelo, para conectar grandes modelos de linguagem externos aos sistemas da Schwab.

“Isso nos permite controlar o processo de autenticação e também aquilo que eles podem acessar”, disse Wurster. “Não vamos permitir que movimentem dinheiro, mas, se quiserem entrar para consultar saldos das contas e fazer pesquisas, poderão fazer isso por meio dos LLM.

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