O índice Ibovespa (IBOV) encerrou o dia em mais uma alta nesta segunda-feira (12), a sétima seguida, com ganho de 0,27%, aos 117.336,34 pontos.
O movimento positivo acompanha a baixa nas expectativas da inflação brasileira, o avanço do arcabouço fiscal no Congresso e um possível corte na taxa Selic em agosto, hoje em 13,75% ao ano. As ações com as maiores altas no índice foram: Braskem (BRKM5), Assaí (ASAI3), Renner (LREN3), Positivo (POSI3) e Banco do Brasil (BBAS3).
Com alta de 1,62%, a Petrobras (PETR4,PETR3) ajudou a sustentar o rali, já que tem peso total de 11,6% no cálculo do Ibovespa. Na manhã desta segunda, o JP Morgan revisou a recomenadação das ações da petroleira de “neutro” para “compra”. Na última semana, o Morgan Stanley fez o mesmo movimento.
As ações da Petrobras foram uma exceção no pregão para o setor de óleo e gás. As outras petroleiras do índice (3R Petroleum, PRIO) tiveram forte queda nesta segunda-feira, acompanhando a retração do barril do petróleo, que fechou em baixa de 3,95%, a US$ 71,84 por barril (Brent para agosto). Já o WTI para julho recuou 4,35%, a US$ 67,12 por barril, na Nymex.
Pouco antes do fim do pregão, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse em evento que o mercado avalia como positiva a atual política monetária, que está contribuindo para uma melhora da inflação. Com isso, haveria espaço para mudanças nos juros em breve.
A fala de Campos Neto levou os rendimentos dos juros futuros para o terreno negativo por volta das 16h, depois de operaram boa parte do dia em alta. Os contratos do DI para janeiro de 2024, por exemplo, caíram abaixo de 13,02% para 12,99%.
Nos Estados Unidos, o cenário dos últimos dias é parecido, com a expectativa de que o Federal Reserve mantenha a taxa de juros por lá em 5% nesta quarta-feira.
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,56%, aos 34.067,25 pontos, o S&P500 de 0,94%, aos 4.339,08 pontos e o Nasdaq de 1,53%, aos 13.461,92 pontos.
A inflação americana também vem caindo, e os dados de maio do índice CPI devem reforçar isso nesta terça-feira. A estimativa é de que a taxa anual caia de 4,9% para 4,1%.
Dólar
A expectativa de juros estáveis nos Estados Unidos contribuíram para a depreciação do dólar. Com isso, a moeda fechou em queda de -0,20%, a R$ 4,866, depois de oscilar entre R$ 4,864 e R$ 4,900.
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