Ibovespa descola de Wall Street e dólar fica nos R$ 5,04 com reflexos do Copom

After Hours: repercussão das falas do presidente do Fed, Jerome Powell, ontem impulsionou o mercado acionário americano

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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) fechou a sessão desta quinta-feira (2) no vermelho, descolado dos principais índices de Wall Street, com os mercados repercutindo as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Refletindo o tom do comunicado do Comitê de Política Monetária do Banco Central, o dólar chegou a cair abaixo dos R$ 5,00 nesta quinta e fechou aos R$ 5,04.

No Ibovespa, os papéis de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) foram os principais pesos negativos no dia, enquanto altas de Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) impediram recuos maiores do índice.

O real chegou a ter o melhor desempenho entre as moedas dos mercados emergentes nesta quinta-feira (2) em relação ao dólar. A cotação foi abaixo dos R$ 5,00 pela primeira vez desde junho. Os juros com vencimento em janeiro de 2024, que indicam as expectativas do mercado para a política monetária ao final deste ano, subiram dez pontos base.

O declínio foi impulsionado por cortes de impostos e custos de empréstimos restritivos, mas os preços dos combustíveis estão subindo enquanto as medidas básicas que eliminam os itens mais voláteis estão acelerando.

Nos EUA, as ações subiram, alimentadas pela especulação de que o ciclo de aperto do Federal Reserve pode estar chegando ao seu pico, enquanto a maior alta da Meta (META) desde 2013 elevou os índices de alta tecnologia.

O S&P 500 saltou até 1,9% antes de reduzir altas. O Nasdaq 100 reduziu ganhos estrondosos de mais de 4%, o que o levou a um mercado altista desde a baixa de dezembro.

A Meta subiu 25% após as vendas superarem as expectativas e a empresa disse que ficará mais enxuta e decisiva. Os ativos de risco tiveram um impulso na noite de quarta-feira, quando Jerome Powell disse que o banco central fez progresso em sua batalha contra a inflação, mesmo com os dados do mercado de trabalho continuando a mostrar aperto que pode aumentar as pressões salariais. O Departamento do Trabalho divulga o payroll de janeiro amanhã (3).

Confira como fecharam os mercados nesta quinta-feira (2):

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