Negócios

Imune à inflação: LVMH vê ano ‘excelente’ com alta maior de roupas e bolsas

Todas as divisões do maior grupo de produtos de luxo do mundo tiveram alta de dois dígitos nas receitas do primeiro semestre

Consumo de bens de luxo mostra resiliência no segundo semestre apesar de inflação perto de 10%
Por Angelina Rascouet
26 de Julho, 2022 | 03:07 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — A temporada de resultados do segundo trimestre tem revelado um impacto disseminado da inflação sobre empresas dos mais variados setores. Mas há um segmento que, mais uma vez, se mostra mais resiliente.

As receitas da LVMH saltaram 27% no segundo trimestre na comparação anual, na medida em que os negócios da companhia dona da Louis Vuitton e da Tiffany, entre dezenas de outras marcas, permaneceram resilientes apesar dos bloqueios na China para combater o avanço da pandemia e da inflação crescente no mundo desenvolvido. A receita orgânica avançou 19% na mesma base de comparação.

Todas as divisões do maior grupo de alto luxo do mundo tiveram crescimento de dois dígitos das receitas na comparação anual.

“A LVMH tem aproveitado um excelente começo de ano, para o qual todos os nossos grupos de negócios contribuíram”, disse Bernard Arnault, chairman and CEO of LVMH, em comunicado.

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A receita orgânica (ou seja, sem considerar aquisições) da divisão de moda e artigos de couro subiu 19% no segundo trimestre, acima das estimativas de aumento de 17% de analistas consultados pela Bloomberg News. No semestre, o avanço da receita foi de 24%, para 18,136 bilhões de euros, a maior alta entre as principais unidades de negócios da LVMH.

A divisão de vinhos e bebidas da empresa, que sofreu algumas restrições de oferta no passado, se recuperou com um aumento de 30% na receita orgânica no trimestre.

Os resultados da LVMH se seguem aos da Richemont e da Burberry e todas apontam que o apetite de consumidores desse mercado permanece em alta mesmo com o aumento dos preços, a deterioração das perspectivas de crescimento globais e os bloqueios contínuos na China, que persistem com uma estratégia do governo de zero covid-19.

O lucro do primeiro semestre das operações recorrentes da proprietária da Dom Perignon Champagne subiu para 10,24 bilhões de euros (US$ 10,35 bilhões), acrescentou o comunicado. Analistas esperavam um lucro de 9,51 bilhões de euros.

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- Com a Bloomberg Línea.

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