Maior inflação em 41 anos nos EUA pressiona bolsas e Ibovespa fecha no vermelho

After Hours: Dados do CPI sustentam posição mais agressiva do Fed em sua política monetária para conter o aumento dos preços

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Bloomberg Línea — Em uma sessão de forte volatilidade nesta quarta-feira (13), os mercados fecharam em baixa depois que dados de inflação vieram acima do esperado nos Estados Unidos, apoiando um aperto mais agressivo do Federal Reserve.

Por aqui, o Ibovespa (IBOV) fechou em queda de 0,40%, abaixo dos 98 mil pontos, enquanto o dólar cedeu, negociado a R$ 5,39 no fechamento.

As maiores altas vieram das ações de Ambev (ABEV3) e Carrefour (CRFB3), que subiram 5,66% e 3,29%, respectivamente. Do lado das perdas, 3R Petroleum (RRRP3) caiu 5,55%, enquanto Qualicorp (QUAL3) recuou 4,40% na B3 nesta quarta.

Entre os destaques do dia, a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base da proposta de emenda constitucional (PEC) “dos Auxílios”, que amplia os benefícios sociais até o fim do ano. Os deputados também votaram pela manutenção no texto da expressão “estado de emergência”. Agora, a proposta precisa passar por votação em segundo turno.

Atenção ainda para o volume de vendas do comércio varejista no Brasil, que teve variação mensal positiva de 0,1% em maio – a quinta taxa consecutiva no campo positivo. No ano, o varejo tem crescimento de 1,8% e nos últimos 12 meses, queda de 0,4%.

Na avaliação do time de análise macro da XP, apesar dos números decepcionantes de maio, o efeito de carrego estatístico para o crescimento do segundo trimestre ante os primeiros três meses do ano ainda é muito favorável (+1,2% para o índice de varejo ampliado e +2,2% para o índice de varejo restrito).

“Embora reconheçamos alguns sinais negativos advindos das vendas varejistas de maio, não alteramos a avaliação do aumento do consumo das famílias no curto prazo”, escreve a equipe.

Confira como fecharam os mercados nesta quarta-feira (13):

Bolsas dos EUA

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 lutou para se manter no campo positivo, mas fechou em baixa de 0,45% As observações “hawkish” (favoráveis a juros altos) do presidente do Fed Bank de Atlanta, Raphael Bostic – que disse que “tudo está em jogo” na política monetária para combater o aumento dos preços – pesaram no sentimento.

Os operadores do mercado de swap agora precificam uma probabilidade significativa de que o banco central americano eleve a taxa de juros do país em 1 ponto percentual. O mercado também passou a apostar quase que totalmente em uma alta de 1,5 p.p. contando as reuniões de julho e setembro.

O aumento dos preços nos EUA tem sido monitorado de perto em meio aos apertos monetários promovidos por bancos centrais no mundo, contribuindo para uma desaceleração econômica. Os números acima do previsto nesta quarta sinalizam que o Federal Reserve, o BC americano, deve continuar com sua política agressiva de aumento dos juros.

-- Com informações da Bloomberg News

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