Mercados

Emprego nos EUA e IPCA: 5 eventos que vão mexer com o mercado na próxima semana

Agenda prevê ainda a posse da nova presidente da Caixa e a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve

Jerome Powell, presidente de la Reserva Federal de Estados Unidos, escucha durante una audiencia del Comité de Servicios Financieros de la Cámara de Representantes en Washington, D.C., Estados Unidos, el jueves 23 de junio de 2022. Powell hizo su reconocimiento más explícito hasta la fecha de que las fuertes subidas de tipos podrían llevar a la economía estadounidense a la recesión, diciendo que una es posible y calificando un aterrizaje suave como "muy desafiante."
Por Fernando Travaglini
02 de Julho, 2022 | 02:24 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A próxima semana, a primeira cheia de julho, terá a divulgação de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos em junho e das atas dos encontros do Federal Reserve e do BCE (Banco Central Europeu). São indicadores e documentos que vão concentrar as atenções de investidores em meio a preocupações de que o aperto monetário dos principais bancos centrais leve a uma recessão global. Por aqui, saem o IPCA de junho e os dados da indústria de maio. A Câmara deve iniciar a análise da PEC dos benefícios, de olho em uma aprovação extraordinária antes do começo do recesso do meio do ano. Veja destaques:

1. Payroll e ata do Fed

Em meio aos temores de uma recessão global, os investidores monitoram os dados do mercado de trabalho dos EUA na próxima sexta-feira (8). O payroll, como é conhecido, deverá mostrar a criação de 275.000 vagas de empregos em junho, enquanto a taxa de desemprego deve se manter em 3,6%, segundo mediana das expectativas. A ata da última reunião do Fed, que elevou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, será divulgada na quarta (6). A semana se inicia com o feriado do Dia da Independência nos EUA, o que significa que os mercados na maior economia do mundo estarão fechados.

2. Ata do BCE e reunião do G20

O Banco Central Europeu também publica a ata de seu último encontro, com a expectativa dos investidores pela sinalização de uma alta de 0,50 ponto percentual na reunião de setembro, após o recorde da inflação na zona do euro divulgada nesta sexta (1). Chanceleres dos países do G20 (que reúne 20 das maiores economias do mundo, incluindo países desenvolvidos e emergentes) se reúnem em Bali diante dos desafios geopolíticos e econômicos, muitos desencadeados pela guerra da Rússia contra a Ucrânia.

3. IPCA e produção industrial

O IPCA de junho, o índice oficial de inflação ao consumidor, será conhecido na sexta-feira (8), com uma expectativa de aceleração mensal no mercado. A prévia divulgada no dia 24 de junho mostrou piora na composição do índice, com serviços ainda pressionados. A agenda traz também dados da indústria em maio e a produção e a venda de veículos de junho. A pesquisa Focus segue paralisada em razão da greve dos servidores do BC. Novo calendário de leilões do Tesouro entra em vigor a partir de terça (5).

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4. PEC dos benefícios na Câmara

A Câmara deve iniciar a análise da PEC que amplia o Auxílio Brasil para R$ 600 até o fim do ano. O texto aprovado por ampla maioria no Senado, com apenas um voto contrário, também inclui o vale-gás e outros benefícios, com despesas “extra teto dos gastos” da ordem de R$ 41,3 bilhões. Aliados do governo buscam agora acelerar a tramitação para que as medidas entrem em vigor antes do recesso parlamentar, segundo informações dos jornais. Uma das possibilidades é reunir o texto em outra PEC que já tenha passado pelas etapas preliminares, a exemplo do que foi feito no Senado.

5. Caixa e Petrobras (PETR4)

Nomeada a próxima presidente da Caixa, Daniella Marques deve tomar posse na terça-feira (5), segundo o Estado de S. Paulo, depois da saída de Pedro Guimarães diante da série de denúncias de assédio sexual e moral em seu mandato, todas negadas por ele. A Petrobras segue no radar a após troca do CEO. Gol (GOLL4) e Carrefour Brasil (CRFB3) promovem assembleia com acioniostas para discutir nomes ao conselho, enquanto a Getnet, do Santander, quer aprovação para fechar o capital no Brasil e nos EUA.

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