Medo de recessão no front

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Tempo de leitura: 4 minutos

Bloomberg Línea — Bom dia! Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças.

A inflação persistente nos Estados Unidos, que deve superar o crescimento econômico pelo menos até o primeiro semestre de 2023, aumenta as perspectivas de um mercado de baixa prolongado para as ações americanas.

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“Os mercados de alta de ações nos EUA são tipicamente marcados por períodos em que a economia real cresce mais rápido que a inflação”, disseram os estrategistas de ações da BI Gina Martin Adams e Miguel Casper em um relatório. Se o oposto acontecer, “aumentará a perspectiva de um mercado em baixa de longo prazo para ações, no qual as métricas de preços permanecerão suprimidas e limitarão a tendência de valorização”.

Embora o sentimento baixista tenha ganhado força, os técnicos do mercado dizem que as ações dos EUA ainda não sofreram o tipo de queda que marca uma mínima. Parte do motivo é que os investidores em renda variável continuam a comprar nos EUA.

⚠️ Enquanto isso, a probabilidade da economia mundial sucumbir a uma recessão se aproxima de 50%, segundo economistas do Citigroup, à medida que os bancos centrais do mundo todo apertam a política monetária e a demanda por bens enfraquece.

Choques de oferta continuam a elevar a inflação e a reduzir o crescimento, enquanto os bancos centrais sobem vigorosamente as taxas de juros e a demanda do consumidor por bens diminui.

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Na trilha dos Mercados

As conjecturas sobre a economia estão na ordem do dia. Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, presta o seu segundo depoimento, desta vez à Câmara dos Representantes. Do outro lado do Atlântico, a Cúpula de Líderes da União Europeia também coloca as cartas da economia sobre a mesa.

🏦 Duras palavras. Ontem, ao fazer a sua declaração mais contundente sobre os riscos de contração econômica dos EUA, Powell fez disparar o sentido de alerta dos investidores. Ele reconheceu que uma recessão é “uma possibilidade” e que será “muito desafiador” engendrar um soft landing (pouso suave), o que significa desacelerar a economia de forma gradual enquanto se controla a inflação. Para hoje, espera-se que a fala de Powell não se destoe tanto daquela expressa ontem.

🇪🇺 Monotema global. Na cúpula dos líderes da União Europeia, os temas de destaque são (e como não?) o atual quadro econômico, a alta inflação, o próximo aumento das taxas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) e o risco de recessão econômica.

🏭 Perdendo o fôlego. Na Europa, os indicadores de gerentes de compras PMI, que medem a temperatura do setor manufatureiro, desapontaram. Até agora, divulgaram seus PMIs a Alemanha, a França e a Zona do Euro. O bloco monetário mostrou hoje que as fábricas perderam força ao registrar um PMI de 52,0 em junho, contra os 53,8 esperados e 54,6 de maio. O indicador de serviços também se enfraqueceu neste mês: marcou 52,8, contra projeções de 55,5 e 56,1 da leitura anterior.

Mercados dos EUA amanheceram no vermelho, mas vão mudando de rumo pouco a poucodfd
🟢 As bolsas ontem: Dow Jones Industrials (-0,15%), S&P 500 (-0,13%), Nasdaq Composite (-0,15%), Stoxx 600 (-0,70%), Ibovespa (-0,16%)

Os tambores de uma recessão americana ruflam cada vez mais altos: o presidente do Fed Jerome Powell falou pela primeira vez sobre a possibilidade de isso acontecer. Em um discurso ao Congresso, ele qualificou como “muito desafiador” o cenário de conseguir um pouso suave da economia.

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No radar

Esta é a agenda prevista para hoje:

PMIs para os EUA, Zona Euro, França, Alemanha, Reino Unido e Austrália

EUA: Jerome Powell se pronuncia ante a Câmara dos Representantes, Pedidos Iniciais de Seguro-Desemprego, Transações Correntes/1T22, Estoque de Gás Natural, Atividade das refinarias de Petróleo - EIA, Resultados do Teste de Estresse Bancário do Fed

Europa: Zona do Euro (Cúpula de Líderes da UE); Reino Unido (Dívida Líquida do Setor Público/Mai; Confiança do Consumidor GfK/Jun), França (Pesquisa em Empresas/Jun)

Ásia: Japão (IPC/Mai)

América Latina: Brasil (Relatório Trimestral de Inflação, Reunião do CMN); México (Vendas no Varejo/Abr), IPC); Argentina (Taxa de Desemprego, PIB/1T22)

Bancos centrais: Boletim econômico do BCE. Discursos de Andrea Enria (BCE), Joachim Nagel (presidente do Bundesbank)

📌 E para a semana:

Sexta-feira: Confiança do consumidor dos EUA medido pela Universidade de Michigan dos EUA

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Edição: Michelly Teixeira | News Editor, Europe