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Startups

Fintech quer dar liquidez a acionistas de startups como benefício corporativo

Banco digital Neon e a fintech mexicana Credijusto aderiram ao programa de ofertas semestrais de ações para empresas privadas

Cofundadores da startup, Carlos Naupari e Edouard Montmort
05 de Maio, 2022 | 07:00 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — Como disse Warren Buffett em seu encontro anual em Ohama, ‘cash’ é como oxigênio. Para trazer liquidez para funcionários e shareholders de startups em estágio avançado, a fintech Velvet está lançando seu serviço de transformar as stock options em dinheiro como um benefício corporativo.

Para o programa, chamado de Velvet 360º, a fintech já fechou acordos de ofertas secundárias recorrentes com cinco startups, o banco digital brasileiro Neon, a Lummo, da Indonésia, o banco digital Open, da Índia, e a fintech mexicana Credijusto.

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Pelo programa, os funcionários com participações poderão transformar as stock options ou papéis em dinheiro, por meio de ofertas semestrais. Segundo a fintech, o processo é feito em conjunto com os fundadores e diretores de cada empresa para determinar as regras de elegibilidade, porcentagem de venda, e precificação das ações dos colaboradores que podem participar. A fintech espera movimentar US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) com essas transações ao longo dos próximos 12 meses.

“O 360º program tem como grande vantagem para as empresas a atração e retenção de talento por meio da verdadeira tangibilização dos stock options. O benefício agrega valor à empresa e faz com que ela saia na frente na hora de reter e atrair talentos”, disse Carlos Naupari, cofundador da Velvet, em comunicado à imprensa.

Ainda este ano, a Velvet pretende oferecer produtos de empréstimos com vested options em garantia e financiamento de strike price acquisition para facilitar o processo de exercício de opções. A ideia é que a Velvet seja a carteira por onde os funcionários recebam o dinheiro de suas participações.

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“Os detentores de stock options muitas vezes estão dentre os maiores investidores da empresa, e não faz sentido ter 100% do patrimônio investido na startup que você trabalha. A Velvet será uma opção de diversificação do portfólio dos stock option holders de hoje através de um wallet que facilitará a compra e venda de ações privadas”, disse Edouard de Montmort, cofundador da Velvet, em comunicado à imprensa.

Fundada em setembro de 2021, a Velvet captou uma rodada Seed de US$ 3 milhões no final do mesmo ano, liderada pela Global Founders Capital. Em fevereiro de 2022, a fintech recebeu um aporte em caráter de warehouse de US$ 200 milhões, e teve como líder a Yolo Investments, além de participação de family offices da Suíça e dos Estados Unidos. A startup tem operações no México, Brasil, Argentina, Índia e Estados Unidos.

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Isabela  Fleischmann

Isabela Fleischmann BR

Jornalista brasileira especializada na cobertura de tecnologia, inovação e startups