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Negócios

Liquidez para funcionários de startups: Velvet capta US$ 200 milhões

Com o dinheiro, a Velvet pretende comprar participações de 40 startups de mercados emergentes em 2022

Os cofundadores da Velvet, Carlos Naupari e Edouard Montmort.
10 de Fevereiro, 2022 | 08:00 am
Tempo de leitura: 2 minutos

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A Velvet (ex-VELVT) traz uma solução para que empresas de tecnologia em estágio avançado consigam dar liquidez para seus primeiros empregados, investidores anjos e pessoas que apostaram no início das empresas. Para fazer isso, ela captou US$ 200 milhões para investimentos em “warehousing” (capital discricionário) para compra de participações de ex-funcionários de startups pré-IPO.

É diferente da rodada equity (que dilui participação) que a empresa levantou no final de 2021, com uma Seed de R$ 17 milhões, liderada pelos fundos Headline (ex Redpoint eventures), Yolo Ventures (fundo europeu focado em Blockchain que comanda o Sportsbet.io) e o fundo global para fintechs Armyn Capital, com participação de 16 fundadores de unicórnios da América Latina e África.

Alguns desses fundadores investiram na nova captação, liderada pela Yolo, com participação de family offices. Por trás disso, a Velvet pretende impulsionar o ecossistema de tecnologia, apostando que os funcionários “número 1, número 2″, vão investir o dinheiro da stock option empreendendo. Com a captação, a Velvet pretende investir em 40 empresas neste ano, sendo 20 na América Latina, 10 na Índia, oito no sudeste asiático e cinco na África.

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“É um capital que a gente recebe e que no momento que a gente revender [essas participações] ou no momento que as empresas forem crescendo, retornamos esse capital com um upside para os investidores que nos deram esse investimento”, explica o cofundador da Velvet, Edouard de Montmort.

A startup habilita o acesso de investidores de alta renda a venderem suas participações por meio de uma plataforma, que será lançada no segundo trimestre. Não será uma plataforma para o varejo, mas um marketplace conectado com poucas e grandes gestoras de private banking e wealth management, que vão vender e comprar as participações em nome dos clientes.

Se antes os eventos de liquidez para os funcionários vinham mais cedo, com o PayPal fazendo IPO em quatro anos, por exemplo, hoje em dia uma empresa pode levar cerca de 10 anos até acessar o mercado de capitais. “A nossa ideia é dar liquidez para os operadores de hoje que serão os fundadores de amanhã”, disse Montmort.

A Velvet é o terceiro empreendimento de Montmort, que ainda é sócio da Árvore, estúdio de videogames em realidade aumentada. O outro fundador, Carlos Naupari, foi CEO da empresa americana Fligoo, de inteligência artificial.

A Velvet começou a fazer os investimentos no mês passado e já alocou US$ 35 milhões comprando papéis da Nuvemshop e da Credijusto (uma empresa mexicana com modelo de negócio similar ao da Creditas) na América Latina, e do banco digital Open da Índia. A negociação de mais três investimentos está “em fase final”, segundo o fundador.

O modelo foca em empresas maduras que passaram por rodadas de capital grandes, que já receberam de US$ 500 milhões a US$ 2 bilhões, que, para a Velvet trazem um bom retorno, com um risco menor do que investir em uma startup de estágio inicial. A Velvet se inspira nas empresas estrangeiras Carta, Forge e MoonFare, que também acumulam patrimônio em ações sem liquidez.

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A Velvet ainda não definiu valores mínimos de quanto os investidores da plataforma devem comprar, mas disse que o valor será baixo comparado com “os múltiplos milhões de dólares” necessários para investir em uma empresa pré-IPO. “Vai estar longe disso, com certeza”, afirmou Montmort.

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Isabela  Fleischmann

Isabela Fleischmann BR

Jornalista brasileira especializada na cobertura de tecnologia, inovação e startups

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