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Mais ômicron, menos tripulantes a bordo

Também no Breakfast: Inflação, juros e balanços trazem volatilidade aos mercados; CEO da Activision mira ganho de US$ 375 mi com venda para Microsoft e Brasileiro troca produto premium por ‘low-cost’ no supermercado

19 de Janeiro, 2022 | 06:38 AM
Tempo de leitura: 3 minutos
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Bom dia! Hoje é 19 de janeiro de 2022 e este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias do dia

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) cedeu aos pedidos das companhias aéreas e autorizou a redução de comissários de voos nos aviões na alta temporada do turismo. O objetivo é minimizar impactos na malha aérea em decorrência do aumento de casos de covid e influenza, que tem causado o afastamento de profissionais do setor.

Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4) já estão autorizadas a reduzir a tripulação nas aeronaves. A Latam (LTM) ainda aguarda publicação da portaria no Diário Oficial da União.

Efeito ômicron

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“Os pedidos foram concedidos pela agência considerando o avanço da variante ômicron e seus impactos na disponibilidade de tripulantes para condução de voos programados. O objetivo é adotar medidas operacionais frente aos impactos em atrasos e cancelamentos de voos, mantendo os níveis de segurança exigidos pela Anac”, diz a agência, em nota.

🟢 Tecnicamente, os pedidos feitos pelas companhias é de reconhecimento da existência de “Nível Equivalente de Segurança” para a redução de comissários em voos, procedimento que se aplica a situações em que não há o cumprimento literal de requisito estabelecido pela Anac, mas são adotados fatores compensatórios que garantam o atingimento dos níveis mínimos de segurança.

Latam ainda aguarda a publicação de portaria autorizando a redução de comissários de voos em suas aeronaves

Na trilha dos Mercados

A percepção de que o Federal Reserve (Fed) carregará a mão no aumento de suas taxas de juros se somou à decepção com os primeiros balanços financeiros desta temporada. O resultado foi um mercado nervoso ontem, situação que pode se estender na medida em que os prêmios dos títulos soberanos avançam.

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Os rendimentos de referência dos títulos do Tesouro norte-americano estão prestes a superar os 2%, turbinados pelas apostas de que o Fed opte por um aumento “superdimensionado” de taxas já em março. Os dirigentes do banco central dos EUA se reúnem na semana que vem, nos dias 25 e 26 de janeiro, para discutir o rumo da política monetária do país, o que adiciona muita volatilidade aos negócios.

O prêmio do bônus de 10 anos já subiu 37 pontos base este mês, para 1,88%, o que significa o aumento mensal mais acelerado desde novembro de 2016, segundo a Bloomberg. Um balde de água fria para as ações de tecnologia, que têm amargado sucessivas perdas nos últimos pregões.

É grande a expectativa com relação aos balanços corporativos. Os operadores apostavam suas fichas que a temporada de resultados traria alento ao mercado, mas é provável que a atividade frenética vista no ano passado possa estar chegando ao fim. Bancos como o Bank of America falam em um início mais fraco da safra de balanços desde a pandemia.

Uma instantânea dos principais mercados
🟢 As bolsas ontem: Dow (-1,51%), S&P 500 (-1,84%), Nasdaq (-2,60%), Stoxx 600 (-0,97%), Ibovespa (+0,28%)

O clima foi de total aversão ao risco, com a proximidade da reunião do Fed, o salto dos prêmios dos títulos soberanos e os primeiros balanços corporativos no radar. As ações de tecnologia lideraram o recuo tanto na Europa como nos EUA, em resposta à expectativa de um aumento maior do que o esperado do custo do dinheiro. Os preços das commodities, que continuaram a subir, intensificam o temor de que um avanço mais acentuado da inflação.

No radar

  • Europa: Transações correntes, produção do setor de construção (novembro)
  • EUA: pedidos de hipotecas, licenças de construção e construção de novas casas (dezembro)
  • Balanços: UnitedHealth Group, Bank of America, Procter & Gamble, ASML, Morgan Stanley, Charles Schwab, US Bancorp, United Airlines

Quinta, 20

  • EUA: pedidos iniciais de seguro-desemprego - Decisões de política monetária de países como Indonésia, Malásia, Noruega, Turquia e Ucrânia
  • Relatório sobre os estoques de petróleo bruto do EIA
  • Europa: Índice de Preços ao Consumidor (anual), atas de política monetária do BCE
  • Balanços: Netflix, Union Pacific, American Airlines Group

Sexta, 21

  • Reino Unido: Vendas no varejo (dezembro)
  • BCE: discurso da presidenta Christine Lagarde
  • Europa: Índice de Confiança do Consumidor (janeiro)
  • EUA: Índice de Indicadores Antecedentes (dezembro)

Destaques da Bloomberg Línea

Também é importante

  • Brasileiro troca produto premium por ‘low-cost’ no supermercado: Inflação em alta, renda em queda e o desemprego rondando. O resumo econômico do país em 2021 teve consequências na hora do brasileiro ir às compras do dia-a-dia. As marcas premium, aquelas que sempre disputam a liderança em cada uma das categorias de consumo, começaram a perder espaço na cesta de compra das pessoas. No lugar delas, entraram as consideradas “alternativas” ou “low-cost”.
  • Olimpíada 2022: atletas são orientados a deixar celulares em casa: Além da ômicron e das medalhas de ouro, os atletas que estão chegando na capital da China para competir nos Jogos Olímpicos de Inverno no mês que vem terão mais uma preocupação: é seguro acessar à internet?
  • Vacinação infantil coloca em evidência uma hesitação recém-descoberta: O início das imunizações infantis contra a covid no Brasil esta semana deu origem a uma crescente hesitação em relação a vacinas em um país conhecido por se destacar em vacinações em massa.
  • Microsoft compra dona do Call of Duty por US$ 69 bilhões: A Microsoft (MSFT) anunciou a compra  da Activision Blizzard (ATVI) por US$ 68,7 bilhões, unindo duas das maiores forças em videogames do mundo.

Opinião Bloomberg

Devoluções de presentes de Natal sufocam varejistas e aterros

Passados alguns dias das festas de fim de ano e do sentimento mais benevolente que as envolvem, os americanos estão dando uma olhada mais crítica e distanciada em seus presentes de Natal. Muitos não gostam do que vêem.

Pra não ficar de fora

Ainda será necessário ter uma carteira de criptoativos para armazenar o token

A Coinbase Global (COIN) afirmou que permitirá que os usuários façam compras em seu marketplace de NFTs por meio de seus cartões Mastercard (MA) – sem a necessidade de possuir criptomoedas.

A maior plataforma de comércio de criptomoedas dos Estados Unidos anunciou ontem uma parceria com a gigante de pagamentos Mastercard, que visa simplificar a experiência de compra de tokens não fungíveis, os certificados de propriedade digital de bens como peças de arte, que passaram por uma explosão de popularidade no ano passado.

A Coinbase acumulou mais de 2,5 milhões de pessoas em sua lista de espera para sua plataforma de NFTs desde que anunciou o plano em outubro, tornando-se uma concorrente de plataformas líderes como a OpenSea.

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