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Mercados

Exterior pressiona, após dados fracos nos EUA, e Ibovespa cai

Os mercados digerem as divulgações de dados de varejo na manhã desta sexta (14), tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil

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Bloomberg Línea — O forte recuo dos dados de varejo nos Estados Unidos ofuscou a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio brasileiro e pressionou os mercados. A inflação mais uma vez foi dominante nas compras dos americanos e desestimulou os gastos, levando o recuo de dezembro ao maior em dez anos.

O valor das compras gerais caiu 1,9%, após um ganho revisado de 0,2% no mês anterior, como mostraram os números do Departamento de Comércio nesta sexta-feira (14). Eles não são ajustados pela inflação, sugerindo que os ganhos ajustados aos preços foram ainda mais fracos do que o resultado demonstrado. A estimativa mediana em uma pesquisa da Bloomberg esperava uma queda de somente 0,1% em relação ao mês anterior.

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Contexto

Já no Brasil, os dados do varejos surpreenderam positivamente, conforme analistas. Ainda que com uma alta tímida, a expectativa predominante do mercado era de queda.

Conforme divulgado na manhã de hoje (14) pelo IBGE, as vendas no varejo brasileiro tiveram uma alta mensal de 0,6% em novembro, mês da Black Friday, com queda em cinco das oito atividades monitoradas. No ano, o varejo acumula alta de 1,9% e nos últimos doze meses, também crescimento de 1,9%.

De acordo com analistas de mercado, o dado foi uma surpresa positiva, dada a Black Friday mais fraca que o esperado, a pressão da inflação e a renda deprimida.

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“As atividades varejistas têm sido prejudicadas pela inflação bastante pressionada, salários baixos, aperto das condições financeiras e deslocamento de maior proporção dos gastos das famílias do mercado de bens para serviços (na esteira da reabertura econômica)”, disse Rodolfo Margato, economista da XP.

“Logo, não interpretamos a surpresa positiva com o desempenho das vendas em novembro como um sinal de reversão de tendência”, disse. “Ademais, as estatísticas do mercado de crédito seguem sólidas, mas a acentuada elevação dos juros e o crescente comprometimento de renda das famílias tendem a arrefecer as concessões ao longo de 2022.”

Kariny Leal

Kariny Leal

Jornalista carioca, formada pela UFRJ, especializada em cobertura econômica e em tempo real, com passagens pela Bloomberg News e Forbes Brasil. Kariny cobre o mercado financeiro e a economia brasileira para a Bloomberg Línea.

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