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Mercados

Ibovespa recua com realização após alívio do Federal Reserve

Investidores aproveitaram alta da véspera, que seguiu discurso do presidente do banco central americano, para ir às compras

Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) operava em queda na primeira hora de pregão desta quinta-feira (13), contrariando a tendência dos mercados europeus e dos futuros americanos, enquanto investidores avaliam os impactos das novas infecções por Covid-19 no país e realizam lucros após a abordagem mais cautelosa do Federal Reserve, ou Fed, em relação à normalização da política monetária americana.

Ontem, o principal índice da bolsa brasileira fechou em alta de 2%, com commodities e a queda dos rendimentos dos títulos americanos ajudando a valorização de ativos de risco, como as dos mercados emergentes.

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O movimento foi uma reação às falas do presidente do Fed, Jerome Powell, de que o banco central não hesitará em agir, se necessário, para conter a inflação, o que significa elevar as taxas de juros, hoje próximas a zero. Pelo menos por agora, parece que as preocupações com a tática do Fed foram dissipadas - os traders poderão virar a página e balizar seus movimentos de compra e venda nos resultados financeiros das companhias, cujas divulgações começam, nos EUA, nesta sexta (14).

Os investidores também acompanham o noticiário em torno do aumento de casos de Covid-19 no Brasil, impulsionados pelas aglomerações das festas de final de ano. O anúncio do governo estadual de São Paulo, de que manterá as atividades do comércio e serviços abertos, ajudou a aliviar os receios de mais uma onda de restrições.

  • Perto das 10h40, o Ibovespa caía 0,54%, a 105.258 pontos, contrariando o mercado internacional
    • GPA (PCAR3), Magazine Luiza (MGLU3) e Usiminas (USIM5), que ontem estavam entre as maiores contribuições de alta no índice, caíam neste início de sessão
  • O dólar futuro (USDBRL) avançava 0,18%, a R$ 5,5433
  • Nos EUA, os futuros do Dow Jones (DJI) do S&P 500 (SP500) e do Nasdaq (IXIC)

Contexto

Ontem, Powell descreveu as medidas planejadas pelo Fed como um afastamento da política ultraexpansiva aplicada para lutar contra a pandemia, mas não a ponto de girá-la a um viés restritivo, capaz de esfriar a economia. Ele indicou, por exemplo, que o combate à escalada de preços não sacrificará a geração de empregos.

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Entre os analistas, a mensagem que ecoou foi a de que o Fed não tomará nenhuma medida abrupta, inclusive no que se refere à compra de ativos para irrigar o mercado, o chamado tapering. Segundo o mandatário, ao longo deste ano a política do Fed apenas se aproximará do normal, embora, a partir do ponto em que nos encontramos agora, “exista um longo caminho até a normalidade”.

Por aqui, dentre as notícias corporativas, o grupo financeiro Itaú Unibanco (ITUB4) anunciou a compra do controle da corretora digital Ideal por R$ 650 milhões, indicando um reforço da aposta do maior banco privado do Brasil em um segmento do mercado dominado hoje por XP e Nubank. A Ideal oferece soluções de negociação em plataforma baseada em nuvem que opera desde 2019.

--Com a colaboração de Michelly Teixeira

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Kariny Leal

Kariny Leal

Jornalista carioca, formada pela UFRJ, especializada em cobertura econômica e em tempo real, com passagens pela Bloomberg News e Forbes Brasil. Kariny cobre o mercado financeiro e a economia brasileira para a Bloomberg Línea.

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