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Mercados

Bolsa de Nova York termina ano com alta de 27% no S&P 500

Dólar cai contra a maioria de seus pares e títulos do Tesouro dos EUA seguem estáveis com rendimento acima de 1,5%

Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Os mercados de ações dos EUA terminaram o ano com uma recuperação que poucos analistas previram em janeiro, mesmo depois de uma queda no final do último dia de negociação de 2021.

O S&P 500 e o Nasdaq 100 recuaram nesta sexta-feira em uma sessão de forte oscilação em meio a volumes reduzidos de negócios. Mas esse desempenho mais fraco encerra um ano excepcional para as ações, com o S&P 500 e o Nasdaq 100 subindo cerca de 27%, superando até mesmo as perspectivas mais otimistas no início do ano.

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O benchmark S&P 500 fechou o ano marcando 4.766 pontos, queda de menos de 30 pontos em relação ao 70º fechamento recorde alcançado no meio desta semana. Esse patamar está muito acima dos níveis previstos por analistas em uma pesquisa em janeiro, quando a maior projeção na época foi que o índice terminasse o ano a 4.400 pontos, sendo que a média de 22 estimativas era de 4.074.

As negociações nos últimos dias foram menores, uma vez que os investidores estabeleceram um limite para os ganhos em um ano forte para as ações globais, com as economias se recuperando da pandemia.

Na Europa, com os mercados fechados ou fechando no início da sexta-feira, as negociações foram fracas, uma vez que os investidores traçaram um ano forte para as ações globais, com as economias se recuperando da pandemia.

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Os investidores de renda fixa estão sofrendo perdas conforme muitos bancos centrais adotam configurações monetárias mais rígidas para combater a inflação. Entender como o coronavírus e essas mudanças nas políticas moldam a reabertura econômica são fundamentais para o panorama de 2022.

“Se há algo que aprendemos este ano é que a economia dos EUA provou ser resistente aos desafios relacionados à pandemia”, disse Brett Ryan, economista sênior dos EUA do Deutsche Bank. Embora a ômicron e a incerteza fiscal apresentem riscos, “a economia ainda se expandiria a um ritmo bem acima da tendência, mesmo se esses riscos se concretizassem”, disse ele.

No mundo cripto, o Bitcoin também não sustentou alta pela segunda sessão, voltando a recuar negociado na casa de US$ 46 mil.

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Os investidores continuam monitorando as dificuldades das incorporadoras imobiliárias da China. Uma empresa estatal chinesa terá uma participação de 29% na China South City Holdings Ltd., no último sinal de que as autoridades aumentaram o apoio às empresas imobiliárias que passam por dificuldades financeiras.

O destaque também esteve nas conversas por telefone entre o presidente dos EUA, Joe Biden, e o presidente russo, Vladimir Putin. O Kremlin disse que Putin estava satisfeito com o resultado das discussões. Os EUA e seus aliados levantaram o alarme sobre uma potencial invasão russa da Ucrânia.

Alguns dos principais movimentos nos mercados:

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Ações

  • O S&P 500 caiu 0,3% no fechamento em Nova York, às 16h (18h em Brasília);
  • O Nasdaq 100 recuou 0,7%;
  • O Dow Jones Industrial Average teve baixa de 0,2%;
  • O índice MSCI World terminou estável;

Moedas

  • O índice Bloomberg Dollar Spot caiu 0,3%;
  • O euro subiu 0,5% para US$ 1,1381;
  • A libra esterlina subia 0,2% para US$ 1,3530;
  • O iene japonês pouco mudou em 115,08 por dólar;

Renda fixa

  • O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos pouco mudou em 1,51%;
  • O rendimento de 10 anos da Alemanha pouco mudou em -0,18%;
  • O rendimento de 10 anos da Grã-Bretanha mudou pouco em 0,97%;

Commodities

  • O petróleo bruto West Texas Intermediate caiu 1,9%, para US$ 75,52 o barril;
  • Os futuros do ouro subiram 0,9%, para US$ 1.830,90 a onça.

--Com assistência de Sunil Jagtiani, Emily Graffeo e Vildana Hajric.

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