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Nubank: Analistas iniciam cobertura de olho em prêmio de risco após alta de 4% desde IPO

Morgan Stanley, Goldman Sachs Group Inc. e Citigroup Inc. podem emitir relatórios a partir de segunda-feira, 25 dias após IPO

Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Os analistas de sell-side estão prontos para iniciar a cobertura da instituição financeira mais valiosa da América Latina, a Nu Holdings Ltd., na próxima semana, pesando suas perspectivas de crescimento contra avaliações relativamente ricas.

Os principais subscritores - Morgan Stanley, Goldman Sachs Group Inc. e Citigroup Inc. - podem emitir relatórios a partir de segunda-feira, 25 dias após a oferta pública inicial da empresa. HSBC, UBS, KeyBanc, Nau Securities e Susquehanna também estavam entre a equipe de distribuição.

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O Nubank, que tem a Berkshire Hathaway Inc. de Warren Buffett entre seus acionistas, levantou mais de US$ 2,5 bilhões no quinto maior IPO dos EUA em 2021, ultrapassando grandes bancos brasileiros como Itau Unibanco Holding SA e Banco Bradesco SA em valor de mercado. Desde a estreia, em dezembro, as ações subiram mais de 4% dando à empresa um valor de mercado de cerca de US$ 43 bilhões.

As ações do Nubank encerraram negociadas a US$ 9,38, com baixa de 0,21% no dia. Desde o IPO os papéis já subiram 4,2%.

Veja também: Por que o Nubank, ainda no vermelho, vale mais do que os bancos que dão lucro

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Maior do mundo

Maior banco digital independente do mundo, Nubank ostentava 48,1 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia em setembro, apostando em produtos financeiros fáceis de usar com taxas mais baixas. A empresa pode chegar de 100 milhões a 150 milhões de clientes em cinco anos e valer até US$ 300 bilhões, de acordo com Paulo Passoni, o diretor-gerente do Fundo para a América Latina do SoftBank Group Corp., um dos principais investidores do IPO.

Os bancos que atuaram como subscritores do IPO tendem a ser os mais otimistas com uma nova ação. Em contraste, os analistas do Banco BTG Pactual SA liderados por Eduardo Rosman escreveram em 16 de dezembro que uma combinação de uma “avaliação extremamente alta” e um cenário macro ruim transformou as ações em “uma aposta muito arriscada”. Eles têm uma avaliação neutra sobre as ações e o preço-alvo de US$ 10.

O Brasil, de onde o Nubank obtém a maior parte de suas receitas, pode até entrar em recessão este ano, com o banco central aumentando as taxas para controlar a inflação.

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Ao mesmo tempo, o Nubank é caro em comparação com outros bancos brasileiros e instituições financeiras não bancárias, mesmo quando seus custos mais baixos de aquisição de clientes, grande base de clientes e receita média crescente por usuário são levados em consideração, disse o BTG.

No início deste mês, o Bank of America calculou que cada cliente Nubank era avaliado em US$ 900 com base no preço do IPO, em comparação com uma média de US$ 300 por cliente para outros neobancos brasileiros de capital aberto, como Banco Inter SA e Banco Pan SA.

--Com assistência de Maria Elena Vizcaino.

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(atualizado às 20h com fechamento)

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