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Mercados

Mercado escolhe otimismo e ações sobem em NY nesta quinta

Índices futuros nos EUA são respaldados por balanços de empresas e perspectiva de que recuo do petróleo ajude a equalizar alta dos preços

Tempo de leitura: 2 minutos

Barcelona, Espanha — Duas forças contrárias estarão presentes nos negócios de hoje: a escalada dos preços demonstrada pelos últimos indicadores e a queda das cotações do petróleo, que pode ter efeito benéfico sobre a inflação. Quem vai vencer o cabo de guerra?

As bolsas europeias abriram majoritariamente no azul – o FTSE 100 era uma exceção. Porém, agora oscilam entre o positivo e o negativo, com pequenas variações. Em Nova York, os futuros de índices recuperavam parte das perdas das bolsas ontem. Pelo andar da carruagem e se não houver surpresas, pode ser que os mercados nos dois lados do Atlântico se atenham às boas notícias.

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A divulgação de balanços empresariais fortes e os indicadores favoráveis referentes à produção e ao emprego também abrem o apetite dos investidores por risco. As empresas de tecnologia puxam para cima índices como o Nasdaq. As ações da Nvidia Corp. subiam 7% na pre-abertura depois de previsões otimistas de vendas da maior fabricante de chips do mundo. Na Ásia, no entanto, a perspectiva de um endurecimento na política monetária para controle da inflação levou as principais bolsas a fecharem com queda.

Já o mercado de bônus sinaliza argumentos a favor de uma subida dos juros e desloca os investidores a ativos de maior risco, em busca de maiores rendimentos. Os bônus do Tesouro de 10 anos pediam um prêmio de 1,6%, com ligeira alta ante a sessão anterior.

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A possibilidade de que os Estados Unidos liberem petróleo cru de suas reservas de emergência para esfriar os preços, numa estratégia coordenada com nações como a China, é vista com entusiasmo pelos mercados. O país asiático já avisou que vai vender parte de suas reservas e isso reduz algo da tensão sobre a inflação, ao mesmo tempo em que transmite uma mensagem pacífica sobre as relações entre EUA e China.

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Por outro lado, dados inflacionários de algumas das maiores economias do mundo alimentam certa cautela, pois nublam as avaliações sobre como os bancos centrais controlarão a escalada inflacionária – no momento, dirigentes das principais autoridades monetárias dizem que o repique inflacionário é transitório e não justifica um aumento nas taxas básicas de juros.

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  • Ontem, o Reino Unido informou que seu Índice de Preços ao Consumidor (IPC) atingiu +4,2% em outubro, na comparação anual. A cifra superou as expectativas de 3,9% dos economistas consultados pela Bloomberg, número corroborado pela própria equipe do Bank of England (BoE) em seu informe de política monetária de novembro.
  • Este avanço da inflação británica foi o mais acelerado desde 2011. O núcleo do indicador também surpreendeu com uma alta de +3,4%, frente a projeções de +3,1%.

Agenda dos investidores

No Brasil:

  • Nenhum indicador agendado

No exterior:

  • Nos Estados Unidos, discurso de Bostic e Williams, membros do Fed; dados de seguro-desemprego (10h30 de Brasília) e pesquisa da Conference Board

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-- Com informações de Bloomberg News

Michelly Teixeira

Michelly Teixeira

Jornalista com mais de 20 anos como editora e repórter. Em seus 11 anos de Espanha, trabalhou na Radio Nacional de España (RNE) e colaborou com a agência de REDD Intelligence. Passou por importantes veículos do Brasil (Valor, Agência Estado e Gazeta Mercantil). Tem um MBA em Finanças e é posgraduada em Marketing pela ESIC Business School.

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