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Mercados

Ibovespa surfa em dia de alívio fiscal e calmaria externa; inflação é monitorada

Investidores dão trégua aos ativos locais após a aprovação da PEC dos Precatórios na Câmara; juros e dólar caem

Perto das 13h25, o Ibovespa subia 2,14%, a 108.235 pontos
11 de Novembro, 2021 | 01:45 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — O Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira, disparava nesta quinta-feira (11), enquanto o dólar recuava com força e a curva de juros desinclinava, com investidores repercutindo o avanço da PEC dos Precatórios na Câmara, o que ajuda a aliviar parcialmente o cenário fiscal para o Brasil.

  • Perto das 13h25, o Ibovespa subia 2,14%, a 108.235 pontos
  • O dólar futuro recuava 1,23%, a R$ 5,4070
  • O contrato do DI para janeiro de 2022 caía 25 pontos-base, para 11,630%

O mercado aproveita a calmaria no exterior para ir às compras por aqui após a aprovação da PEC dos Precatórios na Câmara, nesta última terça, trazer certo alívio quanto à forma com que o governo fará o pagamento do Auxílio Brasil de R$ 400.

Segundo João Vítor Freitas, analista da Toro Investimentos, o avanço da tramitação do texto, que agora segue para o Senado, ajuda a desanuviar parcialmente o horizonte fiscal para o país.

“Apesar de não estar tudo decidido, já é um avanço. Acaba aliviando esse risco fiscal, que ganhou peso nos ativos brasileiros nos últimos tempos”

João Vítor Freitas, analista da Toro Investimentos

Para o analista, a menor pressão na curva de juros vista hoje também é consequência do avanço nas negociações políticas no Congresso, ainda que o contínuo avanço da inflação no Brasil e no mundo mantenha a percepção de que o Banco Central deva continuar retirando o estímulo monetário de forma mais acelerada nas próximas reuniões.

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Inflação pressiona

Ontem, o IBGE apontou uma alta mensal de 1,25% para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em outubro, puxado pelos preços dos combustíveis, o maior avanço para o mês desde outubro de 2002.

Já nos Estados Unidos, a inflação de preços ao consumidor teve a maior alta desde 1990, com um avanço anual de 6,2% no mês passado.

Com isso, investidores começam a mirar em ativos considerados como escudo contra a alta da inflação. Ações de valor, moedas digitais, ouro e apostas em uma curva de juros mais achatada são vistos como alguns dos potenciais beneficiários de um ambiente de inflação mais alta, na sequência do relatório que mostrou a maior alta dos preços dos EUA em três décadas.

Os dados derrubaram títulos do Tesouro dos EUA e ações de tecnologia e empurraram o dólar para perto da máxima em um ano nos últimos dias, diante das expectativas de que o Federal Reserve terá de subir as taxas de juros antes do previsto.

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  • Hoje o mercado de Treasuries está fechado nos EUA devido a um feriado, o que reduz a liquidez entre os mercados de renda variável

Ações em destaque

Azul (AZUL4) liderava o pregão desta quinta com alta de 12%, com investidores apostando na retomada da companhia aérea apesar do trimestre pressionado pela alta do dólar e que rendeu um prejuízo de R$ 2,24 bilhões.

  • Banco Inter (BIDI11), Meliuz (CASH3) e Locamérica (LCAM3) também despontavam entre as maiores altas
  • Já a Via (VIIA3) liderava as baixas do pregão, após apresentar resultados bem abaixo das expectativas do mercado para o terceiro trimestre. O papel recuava 11,91%, a R$ 6,21

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Ana Siedschlag

Ana Carolina Siedschlag

Editora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero e especializada em finanças e investimentos. Passou pelas redações da Forbes Brasil, Bloomberg Brasil e Investing.com.