Compras de títulos do BCE podem durar anos, diz gestor da Pimco

BCE anunciou na quinta-feira que vai desacelerar o programa de compras de títulos na pandemia no último trimestre deste ano

Federal Reserve e o Banco da Inglaterra sinalizaram a intenção de reduzir gradualmente o auxílio injetado durante a crise
Por William Shaw
09 de Setembro, 2021 | 02:36 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — O Banco Central Europeu provavelmente continuará comprando ativos nos próximos anos, de acordo com um gestor da Pacific Investment Management.

A instituição poderia encerrar as compras líquidas de títulos da pandemia em 2022, mas, em seguida, elevar o volume comprado no programa regular de ativos, disse Konstantin Veit em comunicado.

“O BCE permanecerá altamente acomodativo por um longo tempo, já que as condições para o aumento dos juros não devem ser alcançadas tão cedo”, disse Veit. “Semelhante ao Banco do Japão, as considerações de sustentabilidade das políticas podem ganhar cada vez mais importância.”

O BCE anunciou na quinta-feira que vai desacelerar o programa de compras de títulos na pandemia no último trimestre deste ano. O Conselho do BCE conduzirá as compras em um ritmo “moderadamente” mais lento do que os cerca de 80 bilhões de euros (US$ 95 bilhões) de aquisições mensais realizadas nos últimos dois trimestres.

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A Pimco, que administra US$ 2,2 trilhões, acredita que o BCE irá reduzir as compras mensais de ativos no segundo semestre de 2022, provavelmente para 60 bilhões de euros por mês.

O Barclays tem visão semelhante, prevendo que o BCE comprará de 60 bilhões de euros a 70 bilhões de euros por mês sob o programa de emergência da pandemia, e mais 20 bilhões de euros por mês sob as compras regulares de ativos. Esse ritmo deve continuar até março, data prevista de término do Programa de Compras de Emergência na Pandemia (PEPP, na sigla em inglês), de acordo com estrategistas como Silvia Ardagna.

A decisão do BCE de manter o estímulo contrasta com bancos centrais de outros países, o que foi implicitamente enfatizado nos comentários da presidente da instituição, Christine Lagarde. O Federal Reserve e o Banco da Inglaterra sinalizaram a intenção de reduzir gradualmente o auxílio injetado durante a crise.

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“A verdadeira questão está no que acontecerá quando o PEPP acabar”, disse Joost van Leenders, estrategista sênior de investimentos da Kempen Capital Management. “Para evitar uma queda repentina das compras de ativos do BCE, as aquisições mensais do APP serão aumentadas”, disse em referência à sigla do Programa de Compra Ativos da instituição.

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