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Viagens

Passaportes de vacinação sustentam setor aéreo na Europa

Fronteiras menos controladas e exigências de quarentena mais flexíveis ajudam a aumentar a ocupação dos aviões na região durante a alta temporada de verão

Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — A variante delta da Covid-19 chegou para abalar o setor de aviação no momento em que os principais mercados estavam se recuperando.

Nos EUA, a Southwest Airlines culpa a delta pelas reservas canceladas e pela desaceleração na demanda, o que pode causar prejuízos trimestrais para a companhia e suas concorrentes.

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Após liderar a retomada do setor no ano passado, as operações na China estão recuando. As aéreas chinesas agora oferecem o menor número de assentos em seis meses, enquanto as autoridades tentam impedir o avanço da doença. Na Austrália, as operadoras também estão batendo em retirada, já que mais da metade do país está em lockdown.

“O mais provável é que a variante delta atrapalhará qualquer recuperação”, disse John Grant, analista-chefe da OAG. Qualquer avanço será interrompido porque os novos surtos deixaram governos ao redor do mundo com temor de reabrir as fronteiras, acrescentou.

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Um dos poucos locais com perspectiva mais otimista é a Europa, única área onde os chamados passaportes de vacina são amplamente utilizados.

Veja como a variante delta, altamente contagiosa, afeta os principais mercados:

Nos EUA

A esperança de que a recuperação observada durante o verão do Hemisfério Norte se estenderá até o outono está desaparecendo. O tráfego de passageiros atingiu 80% dos níveis pré-pandêmicos no verão. Agora, o aumento no contágio assusta viajantes e investidores.

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A Southwest alertou em 11 de agosto sobre a desaceleração das reservas e o maior número de cancelamentos.

A variante delta também abalou a demanda corporativa. O adiamento dos planos de reabertura dos escritórios em até 90 dias provoca uma “uma pequena pausa” na retomada das viagens de negócios dentro do país, afirmou o CEO da Delta Air Lines, Ed Bastian, em entrevista à Fox Television em 9 de agosto. O nível de passageiros que viajam a negócios nos aviões da empresa está perto de 50% do observado em 2019.

China

As companhias aéreas chinesas planejam operar 360.509 voos em agosto, o menor número desde fevereiro, de acordo com dados da Cirium, que monitora o tráfego aéreo. A diminuição dos voos vem após a última campanha de erradicação da Covid-19 no país, que incluiu o fechamento de aeroportos em Nanjing, Pequim e Yangzhou. Na segunda-feira, foi anunciado que a China não teve nenhuma transmissão local — um sinal promissor de que a parada nas viagens terá curta duração.

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Em entrevista à Bloomberg Television na segunda-feira, o secretário de Comércio de Hong Kong, Edward Yau, disse que a Covid precisa ser afastada antes que as fronteiras possam ser totalmente reabertas.

“É extremamente difícil planejar e operar em um ambiente em constante mudança”, disse o presidente do conselho da Cathay Pacific Airways, Patrick Healy, em 11 de agosto, quando a companhia divulgou prejuízo de HK$ 7,6 bilhões (US$ 976 milhões) no primeiro semestre.

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Europa

Fronteiras menos controladas e exigências de quarentena mais flexíveis ajudam a aumentar a ocupação dos aviões na Europa durante a alta temporada de verão, quando as aéreas geram receita para sobreviver ao inverno. A capacidade das companhias aéreas regionais está em cerca de dois terços do nível de 2019, comparado a um terço em abril.

A empresa de descontos Ryanair vai abrir 250 novas rotas no inverno para aproveitar esse impulso. A rival Wizz Air Holdings acredita que sua capacidade voltará aos níveis pré-Covid este mês.

A Deutsche Lufthansa informou no início de agosto que pode abrir rotas na América do Norte a partir do final do verão e na Ásia no final de 2021. A Air France-KLM espera voltar a dar lucro este trimestre, quando a capacidade atingirá até 70% do normal.

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Austrália e Nova Zelândia

O forte avanço da delta reverteu a recuperação da Qantas Airways. Nova Gales do Sul e Victoria, os dois estados mais populosos da Austrália, estão em lockdown enquanto as autoridades tentam acelerar uma lenta campanha de vacinação. O lockdown em Sydney começou no final de junho e vai até pelo menos o final de setembro. Esse confinamento demorado forçou a Qantas a colocar mais 2.500 funcionários de licença, totalizando 9.500 pessoas paradas.

A Air New Zealand está operando apenas o cronograma básico após o anúncio de prorrogação do lockdown nacional até 27 de agosto.

Veja mais em bloomberg.com

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