Principal do dia: exterior tem 3ª sessão de queda, à espera de ata do Fomc; reforma tributária é adiada

No BREAKFAST: Futuros americanos e bolsas europeias operam no vermelho, com cautela antes de mais informações sobre juros nos EUA, que deve contaminar o local

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São Paulo — Os mercados internacionais seguem em queda no início desta quarta-feira (18), a terceira consecutiva da semana, ainda com algum efeito da cautela que se apoderou das negociações após a tensão política em cima dos EUA com o caos no Afeganistão. O avanço da variante delta na Ásia, que pressiona os preços do petróleo, também ajuda no sentimento negativo, assim como a espera pela ata do Comitê de Política Monetária do Federal Reserve (Fomc, na sigla em inglês).

  • Investidores devem buscar sinais dos dirigentes sobre possíveis retiradas dos estímulos monetários da pandemia - ou seja, quando o país pode voltar a subir juros. O documento sai às 15h30, horário de Brasília.

Por aqui, o adiamento da reforma tributária na Câmara pode dar algum alívio à bolsa, que foi pressionada ontem, em parte, pela queda de ações consideradas como boas pagadoras de dividendos. Se aprovado como colocado originalmente, o texto da reforma irá trazer uma tributação de 20% sobre esses rendimentos.

  • Futuros americanos: Dow Jones (-0,26%), S&P 500 (-0,14%) e Nasdaq (-0,03%)
  • Índices europeus: DAX (-0,13%), CAC (-0,42%) e FTSE (-0,36%). A inflação da Zona do Euro veio em linha com o esperado, com os preços recuando 0,1% em julho, na base mensal.
  • Tóquio/Nikkei 225 (+0,59%), Xangai (+1,11%) e Hong Kong/Hang Seng (+0,47%)
  • Por aqui, o Ibovespa encerrou o dia abaixo dos 118.000 pontos, no menor nível desde o início de maio. Já o dólar fechou a sessão em alta de 0,67%, a R$ 5,30, seguindo o exterior.
  • Bitcoin era negociado a US$ 45.243,49 (-3,12%)

Direto de Brasília (e outros lugares)

A Câmara dos Deputados decidiu adiar para a próxima semana a análise da proposta de reforma tributária. O texto previa a cobrança de tributo sobre lucros e dividendos, além da diminuição do Imposto de Renda das empresas e fim de alguns benefícios fiscais. Sem consenso, o projeto foi retirado de pauta por 390 votos favoráveis a 99, segundo a Bloomberg News.

  • O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), alegou ser impossível chegar a um consenso neste momento sobre a pauta. A afirmação foi feita logo após a tentativa fracassada de acordo com os municípios para dar início à análise do relatório do deputado Celso Sabino (PSDB-PA).
  • O adiamento também acontece em meio às repetidas investidas do presidente Jair Bolsonaro contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ontem, ele voltou a afirmar que deve protocolar um pedido de impeachment contra os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.
  • Segundo o jornal O Globo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já deixou claro a aliados que não dará andamento aos pedidos contra os ministros. Ele também disse que as pautas voltadas à recuperação da economia podem ser afetadas pelo “esgarçamento das instituições”.

Enquanto isso, o Brasil registrou 37.613 novos casos de Covid-19 e 1.106 mortes em 24 horas, segundo o Ministério da Saúde.

Manchetes dos jornais

  • Câmara aprova em 2º turno volta das coligações em eleições proporcionais (Valor)
  • SP começa a vacinar adolescentes contra Covid em meio a debate sobre reforço para idosos (Folha de S.Paulo)
  • Ataque ao STF esgarça relação de Bolsonaro com senadores e ameaça ampla pauta do governo (O Globo)
  • Cantareira entra em nível de alerta, mas Sabesp descarta risco de racionamento (O Estado de S.Paulo)
  • Violent History Clouds Taliban’s Promises (New York Times)
  • Covid-19 Boosters to Be Offered to Pfizer, Moderna Recipients (Wall Street Journal)
  • Allies, rivals reconsider America’s global role in wake of Afghanistan exit (Washington Post)

Enquanto você dormia

Na Bloomberg Línea

O que o venezuelano consegue comprar com 1 dólar? Essa é a pergunta que inundou a timeline dos moradores do país nesta terça-feira nas redes sociais, com estrangeiros curiosos sobre a vida no país cuja inflação acelerou para 19% em julho. Aqui você vê algumas das respostas selecionadas pela editora da Bloomberg Línea Venezuela, Andreína Itriago, como essa:

Agenda do dia

  • Indicadores: Fluxo cambial (14h)
  • Indicadores EUA: Construção de Novas Casas (9h30); Estoques de petróleo (11h30); ata do Fomc (15h30)
  • Jair Bolsonaro: Partida de Brasília/DF para Manaus/AM; cerimônia de Entrega do Módulo B do Residencial Cidadão Manauara II; partida de Manaus/AM para Ananindeua/PA; cerimônia alusiva ao Centenário da Convenção de Ministros e Igrejas Assembleia de Deus no Pará; partida de Ananindeua/PA para Brasília/DF.
  • Paulo Guedes (Economia): Reuniões com o presidente do IPEA, Carlos von Doellinger; com o secretário-Executivo, Marcelo Guaranys; com o secretário-Executivo, Marcelo Guaranys; com o chefe de Assessoria Especial de Relações Institucionais, Esteves Colnago; com o CEO Mundial da JBS S/A, Gilberto Tomazoni; com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas; audiência com o prefeito de Salvador (BA), Bruno Reis; reunião com presidente do BNDES, Gustavo Montezano.
  • Roberto Campos Neto (BC): Reunião com Ricardo Liáo, Presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF); almoço com o Ministro da Cidadania, João Roma, e com o Chefe da Assessoria Especial de Assuntos do Ministério da Cidadania, Ronaldo Vieira Bento.

Para não ficar de fora

Hoje, 18 de agosto, é celebrado o Dia do Estagiário, e usuários do Twitter comemoram a data lembrando dos “perrengues” enfrentados por quem está iniciando a carreira. Um estudo de 2020, realizado e divulgado pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), mostrou que a média nacional de remuneração dos estagiários no país aumentou 4,02% em relação a 2018, ficando em R$ 1.007,06.

O Fundo Soberano da Noruega, o maior do mundo, com patrimônio de US$ 1,4 trilhão, teve um retorno de 9,4% no primeiro semestre de 2021, o equivalente a US$ 110 bilhões. O principal driver para os ganhos foi a alta do portfólio de ações, de 14%, que apagou as perdas de 2% com títulos de dívida.