Bloomberg Línea — Às vésperas do primeiro turno dos eleições, os anúncios de investimentos ficaram mais contidos. Entre as startups brasileiras, apenas o Wellhub anunciou a ampliação de um novo fundo para apoiar academias e estúdios em suas estratégias de expansão.
No mercado externo, o unicórnio americano Jeeves, fintech de cartões e pagamentos corporativos anunciou a captação de US$ 100 milhões. E a ElevenLabs informou que fez uma oferta de liquidez de US$ 300 milhões para ações de funcionários, atingindo o valuation de US$ 22 bilhões.
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Veja os detalhes das operações abaixo:
Wellhub
O Wellhub, plataforma de bem-estar corporativo antes chamada Gympass, vai disponibilizar mais R$ 100 milhões em crédito a academias e estúdios parceiros no Brasil. A estrutura é gerida pela Galapagos Capital, com a QI Tech na administração, custódia e escrituração. O primeiro fundo, lançado em agosto de 2025, foi distribuído em menos de 12 meses, abaixo da janela de 12 a 18 meses prevista.
Mais de mil parceiros tomaram recursos, com ticket médio de cerca de R$ 130 mil e prazo de até 30 meses, sobretudo para reformas e modernização de equipamentos. De 15 mil a 17 mil dos mais de 45 mil parceiros no Brasil estão aptos a pedir crédito.
A meta é atender ao menos outros mil estabelecimentos. A frente financeira inclui ainda seguro com a Avla e o Repasse Semanal, que antecipa o pagamento de check-ins, e a empresa quer levar os produtos a outros países.
ElevenLabs
A ElevenLabs, empresa de inteligência artificial de áudio e voz, concluiu uma oferta de liquidez de US$ 300 milhões para ações de funcionários, que a avalia em US$ 22 bilhões, o dobro do valor da Série D, anunciada em fevereiro.
A startup opera no Brasil desde o ano passado, quando inaugurou um escritório em São Paulo. O país está entre os 5 maiores mercados de atuação da ElevenLabs no mundo.
O ElevenAgents, plataforma de agentes de voz para empresas, é o principal motor do crescimento: o segmento corporativo já responde por 55% da receita total. Os agentes conduzem mais de 15 milhões de conversas por semana, o triplo de fevereiro, e resolvem reembolsos, renovações de seguro e agendamentos.
A receita recorrente anual (ARR) do produto também triplicou no período. Stripe, Deutsche Telekom e os governos da Ucrânia e da Grécia estão entre os clientes.
Na oferta, entraram investidores como EQT, Goldman Sachs, GIC, OTPP, Sapphire Ventures e BDT & MSD, além de Andreessen Horowitz, Lightspeed, ICONIQ, D.E. Shaw, Evantic, Disruptive e Alkeon, já presentes no cap table.
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Jeeves
A Jeeves, fintech de cartões e pagamentos corporativos sediada em Miami, levantou US$ 110 milhões em uma Série C liderada pela CoinFund. Participaram AllianceBernstein, Coinbase Ventures e Andreessen Horowitz.
Presente em 190 países, a empresa amplia sua atuação na América Latina, onde tem o Brasil como o seu principal mercado. Neste ano, lançou pagamentos com stablecoins e um cartão corporativo lastreado nesses ativos, que permite a empresas globais liquidar transações internacionais em minutos.
Com o aporte, a Jeeves pretende desenvolver uma carteira própria de stablecoins, entrar em contas a receber, incorporar agentes de IA à plataforma e habilitar pagamentos instantâneos em mais países. O fundador e CEO, Dileep Thazhmon, diz que os clientes são globais desde a origem e sofrem com uma infraestrutura bancária que não foi pensada para isso.