Copasa avalia relançar oferta após propostas ficarem abaixo do preço mínimo, dizem fontes

Propostas da Equatorial Energia e de um grupo formado pela Aegea Saneamentos e Participações e seus acionistas por uma fatia de 30% da companhia de saneamento não atingiram o valor mínimo, segundo pessoas ouvidas pela Bloomberg News

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Bloomberg — Autoridades do estado de Minas Gerais consideram refazer o processo de privatização da Copasa (CSMG3) após duas propostas por participação de 30% na empresa brasileira de saneamento ficarem abaixo do preço mínimo do governo, segundo pessoas familiarizadas com o assunto que falaram com a Bloomberg News.

O governo mineiro pode buscar atrair mais interesse divulgando ao mercado o preço mínimo que estaria disposto a aceitar, formato incomum para esse tipo de transação, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas por discutirem informações privadas.

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O Valor Econômico reportou mais cedo na quarta-feira (27) que autoridades consideravam reabrir o período de propostas.

As ofertas da Equatorial (EQTL3) e de um grupo de investidores que inclui a Aegea e seus acionistas ficaram cerca de 10% abaixo do preço de negociação das ações da Copasa e aproximadamente 5% abaixo do preço mínimo esperado pelo governo, disse uma das pessoas. A diferença entre as duas propostas foi de cerca de 2%, acrescentou a pessoa.

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A Copasa disse em comunicado mais cedo na quarta-feira que devido a “fatores supervenientes” algumas das condições da venda, incluindo seu cronograma, ficariam “sujeitas a alteração”. A empresa não deu detalhes sobre as propostas.

O fundo de infraestrutura Perfin, que não participou da licitação, tem acumulado ações da Copasa no mercado aberto e agora tem participação de cerca de 18% na empresa, disse uma das pessoas.

O fundo planeja continuar aumentando sua participação e pretende comprar R$ 1 bilhão em ações da Copasa numa oferta subsequente à privatização, disse a pessoa.

Ações da Copasa (CSMG3)

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Quando as propostas vieram abaixo do mínimo, a Copasa considerou mudar de rumo e vender a participação numa oferta pública, plano previsto no prospecto do negócio, disseram as pessoas. Mas bancos que assessoram a transação disseram à Copasa que uma oferta subsequente tão grande provavelmente teria dificuldade de encontrar demanda suficiente, segundo as pessoas.

A Copasa disse estar seguindo as instruções de seu acionista controlador, o estado de Minas Gerais. A Aegea recusou comentar, enquanto a Equatorial não respondeu de imediato.

As ações da Copasa, cujo nome completo é Cia. de Saneamento de Minas Gerais, caíram até 7,3% na quarta-feira, sua maior queda intradiária em mais de um ano. As ações caíam 4,2% às 14h49 em São Paulo, o segundo pior desempenho do índice Ibovespa, referência do Brasil.

O grupo Aegea inclui Itaúsa (ITSA4), o fundo soberano de Singapura GIC e Equipav Saneamento. A Aegea participa como sócia minoritária no grupo.

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-- Reportagem atualizada para incluir que o governos de Minas Gerais avalia relançar a proposta.

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