Bloomberg Línea — A Movida (MOVI3) informou nesta quinta-feira (5) ter feito captações no montante total de R$ 3,5 bilhões no início deste ano, concluindo a necessidade de dívidas para fazer frente aos vencimentos de 2026 de cerca de R$ 2,5 bilhões.
O pacote inclui a participação do IFC (International Finance Corporation), braço do Banco Mundial, no valor de US$ 235 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão).
Segundo fato relevante, a captação envolve recursos próprios do IFC e de bancos internacionais que iniciam o relacionamento com a locadora de veículos por meio da operação.
“[A participação do IFC] tem um cunho muito atrelado à estratégia de ESG, uma agenda nossa de longa data. A chancela do IFC é tão importante que outros bancos naturalmente veem oportunidades de aportar capital na mesma operação”, disse o CEO da Movida, Gustavo Moscatelli, à Bloomberg Línea.
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O financiamento do IFC, de longo prazo, depende do cumprimento de metas até 2033, incluindo a redução de 20% das emissões de gases poluentes de frota da Movida. A auditoria é realizada pelo IFC.
O executivo reforça que 100% dos vencimentos deste ano já estão cobertos com as captações anunciadas nesta quinta-feira. “Tiramos todos os vencimentos de 2026 e já começamos um trabalho dos anos seguintes.”
No fato relevante, a companhia afirma que o conjunto de emissões demonstra o “amplo acesso da Movida a fontes diversificadas de funding com operações de longo prazo e redução do custo médio da dívida” e acrescentou que isso fortalece o balanço e a dinâmica do fluxo de caixa da companhia.
“Esse financiamento visa melhorar o perfil da dívida, reduzindo o custo médio e aumentando o prazo médio, além de tirar todo o volume de refinanciamento necessário de 2026”, diz Moscatelli.
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