Bloomberg — A Cia. Siderúrgica Nacional S.A. (CSNA3) registrou seu décimo prejuízo consecutivo enquanto enfrenta uma dívida elevada e custos de financiamento crescentes.
A empresa, controlada pelo grupo de Benjamin Steinbruch, apresentou um prejuízo líquido ajustado de R$ 773 milhões no segundo trimestre, quase seis vezes o prejuízo registrado no mesmo período do ano anterior. O resultado ajustado antes de itens específicos ficou em R$ 2,77 bilhões, superando a estimativa média dos analistas ouvidos pela Bloomberg.
A CSN, como a empresa é comumente conhecida, tem buscado formas de reduzir sua dívida, inclusive por meio da possível venda de ativos importantes, como sua divisão de cimento.
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A chinesa Huaxin, a brasileira Polimix e um consórcio formado pela Votorantim e pela italiana Cementir apresentaram propostas vinculantes pela unidade, segundo relatos da imprensa local nesta semana.
O conglomerado também obteve certo alívio financeiro depois que os detentores de títulos aprovaram uma operação de troca de dívida no valor de US$ 1 bilhão.
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Apesar dos esforços contínuos para fortalecer seu balanço patrimonial, a dívida líquida da CSN subiu para R$ 42,1 bilhões, elevando o índice de alavancagem líquida para 3,49 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda).
A empresa já havia alertado os investidores sobre um “aumento moderado” — impulsionado pela amortização antecipada, variações cambiais na dívida em moeda estrangeira e um adiantamento de capital para a Transnordestina.
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A administração da CSN “permanece totalmente comprometida em resolver definitivamente a estrutura de capital do grupo”, avançando na venda de ativos, prorrogando vencimentos de dívidas e buscando maiores retornos de caixa no curto prazo, afirmou a empresa em seu relatório de resultados.
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