Bloomberg — A Giorgio Armani, grife italiana de capital fechado, poderá vender uma participação de 15% na empresa a mais de um sócio, segundo seu CEO.
O fundador da empresa, Giorgio Armani, que faleceu em setembro de 2025, instruiu seus herdeiros a encontrar um sócio estratégico em um prazo entre 12 e 18 meses após sua morte.
“É possível, pois não está escrito em pedra que deva haver apenas um; ele deu indicações sobre os possíveis sócios”, disse o CEO Giuseppe Marsocci a repórteres à margem do desfile da empresa em Milão, no domingo (27), ao se referir à orientação do fundador.
Se a operação for concretizada, seria a primeira vez que a empresa de controle familiar traria um parceiro externo para o negócio.
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Marsocci citou a fabricante de óculos EssilorLuxottica, o conglomerado de beleza L’Oreal, e o grupo de artigos de luxo LVMH — ou uma empresa de prestígio semelhante — como licitantes preferenciais para a participação inicial de 15%, que poderá subir para quase 70% em cinco anos.
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A empresa de moda de gestão familiar incorporou veteranos do setor ao seu conselho administrativo e à equipe de gestão desde o falecimento de Giorgio Armani.
Marsocci comprometeu-se a preservar o legado do fundador enquanto explora um possível investimento por parte de um grupo de maior porte.
No início deste mês, a empresa nomeou Dario Vitale como diretor criativo da Emporio Armani e dos acessórios Giorgio Armani, o primeiro estilista de fora da família Armani a ocupar o cargo.
O fundador Giorgio Armani manteve um controle rígido sobre seu império da moda de capital fechado até sua morte, aos 91 anos.
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