Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!
Desde que assumiu o segundo mandato, o presidente americano Donald Trump acumulou decisões que atingem diretamente o Brasil: tarifas sobre exportações brasileiras, a denominação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington e sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
A leitura mais comum sobre esse conjunto de medidas é a de que cada nova ação de Trump contra o país empurra o eleitorado a se posicionar a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), na disputa de outubro.
Para Matias Spektor, professor titular e diretor da Escola de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), essa relação não é automática.
“É muito precipitado fazer qualquer cálculo eleitoral de que, se Trump toma uma decisão anti-governo Lula, isso necessariamente produz uma reação unificada do eleitorado pró-Lula. É mais complexo do que isso”, disse Spektor, em entrevista ao podcast Radar Eleitoral, da Bloomberg Línea.
O argumento central de Spektor é que a opinião pública brasileira reage de forma distinta dependendo do tema em disputa, e não de maneira uniforme a qualquer gesto de Trump contra o Brasil.
⇒ Leia a reportagem: Nem toda decisão de Trump beneficia Lula na eleição, diz Matias Spektor, da FGV
No radar dos mercados
As ações globais operam em queda nesta terça-feira (8), enquanto o petróleo Brent sobe e se aproxima de US$ 100 por barril, o que reforça as expectativas de que os bancos centrais terão de elevar os juros para conter a inflação.
- Flávio Bolsonaro empata com Lula. Uma pesquisa Quaest publicada na segunda-feira (7) mostrou os dois candidatos com 41% das intenções de voto em um eventual segundo turno. Flávio busca explorar a turbulência envolvendo o ministro do STF Alexandre de Moraes para mobilizar eleitores conservadores.
- BYD eleva aposta em vendas fora da China. A montadora chinesa estabeleceu a meta de vender mais de 2,5 milhões de veículos no exterior em 2027 e elevou a projeção para 2026 a até 2 milhões, segundo o Deutsche Bank. A expansão internacional ganha importância em meio à disputa de preços na China.
- Canadá eleva tarifas contra os EUA. Entram em vigor nesta terça tarifas de até 50% sobre centenas de produtos americanos, incluindo aço e bens de consumo, em retaliação às tarifas impostas por Washington. A medida ocorre após o fracasso das negociações entre os dois países e eleva o risco de uma nova escalada comercial.
→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje
🔘 As bolsas na sexta-feira (04/09): Dow Jones Industrials (+0,51%), S&P 500 (-0,38%), Nasdaq Composite (-0,29%), Stoxx 600 (+0,12%), Ibovespa (-0,02%)
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Destaques da Bloomberg Línea:
• BlackRock e JPMorgan apostam em emergentes diante de turbulência global de títulos
• Cobre atinge o maior valor da história com preocupações sobre tarifas e oferta
• Chanceler alemão promete medidas após vitória da extrema direita: ‘profundamente chocado’
• Também é importante: Sem abrir mão do status, Vega Sicília quer ser ‘mais acessível’ com dados e eficiência | Alemã Fraport assume Jericoacoara e promete modernizar aeroporto da capital do kitesurfe
• Opinião Bloomberg: Qual é o equilíbrio ideal entre gastar por prazer e poupar para o futuro
• Para não ficar de fora: Produção de champagne na França deve cair pela metade com ondas de calor e seca
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