Ibovespa tenta manter ganhos com avanço de Vale e bancos, e queda da Petrobras

Dados de auxílio-desemprego nos EUA serão monitorados nesta quinta-feira (16), junto com declarações de membros do Federal Reserve

Trader na bolsa de Nova York: dados de desemprego nos EUA são destaque
16 de Maio, 2024 | 10:42 AM

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) avança nesta quinta-feira (16), após uma derrocada das ações da Petrobras (PETR3; PETR4) no dia anterior ter contribuído para perdas, que amenizaram para 0,38% no fim do pregão, do índice.

O movimento aconteceu após a demissão do CEO Jean Paul Prates e a indicação de Magda Chambriard, escolhida pelo governo para substituir Prates na liderança da estatal. A companhia perdeu ontem R$ 34 bilhões em valor de mercado.

Nesta quinta, contudo, o avanço das commodities – e de empresas como Vale –, além da alta dos papéis de bancos contribuem para leves ganhos do principal índice de renda variável da bolsa brasileira, com subia 0,14% por volta das 10h40 (horário de Brasília), aos 128.205 pontos. O dólar, por sua vez, recuava 0,20%, a R$ 5,13.

Leia mais: Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, revela participação bilionária em seguradora

PUBLICIDADE

As ações da Petrobras, que abriram em alta, viraram para queda e cediam 1,17% (ON) e 0,55% (PN) no mesmo horário.

O cenário externo segue novamente em foco hoje, com destaque para indicadores nos Estados Unidos.

Falas de membros do Federal Reserve, como Thomas Barkin, Patrick Harker, Loretta Mester e Raphael Bostic, serão monitoradas de perto após dados de inflação do CPI terem vindo abaixo do esperado em abril.

PUBLICIDADE

Em entrevista à Reuters, o presidente do Fed Bank de Nova York, John Williams, disse que os dados mais recentes da inflação confirmam que as pressões de preços estão diminuindo gradualmente, mas que ele ainda precisa de mais evidências para ajustar as taxas de juros.

“Atualmente, não vejo nenhum indicador que me diga que há uma razão para mudar a postura da política monetária, e não espero isso”, disse ele. “Não espero obter essa maior confiança no progresso da inflação em direção à meta de 2% no curto prazo.”

Os números de novos pedidos de auxílio-desemprego também oferecem pistas sobre a trajetória dos juros nos EUA.

No Brasil, investidores monitoram uma palestra de Diogo Guillen, diretor de política econômica do Banco Central, em meio às apostas do mercado em uma Selic terminal de 10,50%, sem novos cortes previstos este ano.

-- Com informações da Bloomberg News

Mariana d'Ávila

Editora assistente na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero, especializada em investimentos e finanças pessoais e com passagem pela redação do InfoMoney.