Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) virou para queda nesta quarta-feira (27), em meio ao sentimento negativo do exterior, apesar do dia de ganhos para commodities como o petróleo e o minério de ferro.
Por volta das 14h30 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa de valores brasileira caía 0,50%, negociado a 113.620 pontos. As blue chips Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3; PETR4), por outro lado, subiam 0,02%, 2,48% e 2,09%, respectivamente.
O dólar, por sua vez, tinha alta de 1,29%, negociado a R$ 5,05 no mesmo horário.
Os juros futuros subiam 20 pontos-base e indicavam 10% na taxa terminal do ciclo em 2024.
O destaque do dia é o encontro do presidente Lula e do chefe do Banco Central, Roberto Campos Neto, em Brasília. Esta é a primeira reunião presencial desde que o líder petista assumiu em janeiro e iniciou uma campanha para pressionar a autoridade monetária a baixar juros para ajudar a impulsionar o crescimento.
A reunião será no fim da tarde desta quarta-feira (27) no Palácio do Planalto, segundo as agendas públicas de Lula e Campos Neto.
Na agenda local, o investidor monitora as estatísticas de crédito e o fluxo cambial semanal do BC, além do relatório mensal da dívida pública de agosto.
Enquanto isso, no exterior, o risco de uma paralisação do governo americano e a situação delicada da gigante Evergrande, na China, estão no radar.
Uma paralisação do governo dos Estados Unidos teria um efeito econômico em cascata, começando de forma branda e se aprofundando ao longo do tempo, à medida que milhões de trabalhadores ficassem sem salário, empreiteiras privadas não fossem pagas e a incerteza do consumidor crescesse em relação à disfunção de Washington.
Também pesa sobre o sentimento a preocupação de uma inflação e juros altos por mais tempo. Por volta das 14h30 (horário de Brasília), o S&P 500 cedia 0,65%, enquanto o Nasdaq 100 tinha queda de 0,53%.
Entre os indicadores, o número de pedidos de hipotecas nos EUA, pedidos de bens duráveis à economia americana em agosto e os dados do estoque de petróleo bruto do Departamento de Energia americano (DoE) compõem a agenda.
Desempenho
No pregão de ontem (26), o Ibovespa fechou no vermelho, com queda de 1,49%, aos 114.193 pontos. O volume das negociações ficou em R$ 1.124.178.800.
As ações com as maiores altas foram: BRF (BRFS3), com +2,79%; Eletrobras (ELET6), com +1,88%; Grupo Casas Bahia (BHIA3), com +1,69%.
As de maior queda foram: Grupo Soma (SOMA3), com -4,30%; Lojas Renner (LREN3), com -4,64%; Pão de Açúcar (PCAR3), com -5,10%.
No ano, o Ibovespa acumulava alta de 4,06% até o pregão anterior.
-- Conteúdo elaborado com auxílio de dados automatizados da Bloomberg.
Leia também:
Por que David Beker, do BofA, está mais otimista com o Brasil do que o mercado
Juro alto nos EUA e Fed ‘hawkish’ dificultam Selic abaixo de 10%, diz Azimut