Ibovespa recua com tensão no Oriente Médio ainda no radar dos investidores

Movimento acompanha dia global de queda para as ações, com os índices americanos se encaminhando para a quinta semana consecutiva de perdas

Petróleo
27 de Março, 2026 | 11:10 AM

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) opera em queda nesta sexta-feira (27), com investidores ainda em busca de sinais sobre o andamento do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã no Oriente Médio.

  • Ibovespa (IBOV): -0,45% às 11h, aos 181.909 pontos
  • Dólar comercial: -0,29% às 11h, cotado a R$ 5,24

O movimento acompanha o dia de baixa global no mercado acionário, com as incertezas ainda pairando sobre uma tentativa de cessar-fogo.

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Na véspera, o presidente americano Donald Trump adiou o prazo para que o Irã chegasse a um acordo com os Estados Unidos depois de Teerã ter rejeitado as tentativas de negociação durante a semana.

A principal preocupação é com o bloqueio sobre o Estreito de Ormuz, canal vital para o transporte de um quinto do petróleo comercializado globalmente. O canal permanece restrito após quase um mês de conflito na região.

Os investidores temem um impacto cada vez maior no fornecimento de energia e nos preços do petróleo, aumentando o risco de uma escalada inflacionária que pode forçar os bancos centrais de todo o mundo a deixar os juros mais altos por mais tempo.

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Na manhã desta sexta-feira, os preços do petróleo Brent continuam em alta de 2,96% por volta das 11h, negociados acima de US$ 110 o barril.

Entre as ações locais, a Petrobras (PETR4) sobe 1,30% apoiada na alta do commodity no mesmo horário e ajuda o Ibovespa a minimizar as perdas do dia.

Já os principais índices de ações dos Estados Unidos operam em baixa e se encaminham para a quinta semana consecutiva de perdas – a maior sequência negativa desde 2022.

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  • Dow Jones: -1,00%
  • S&P500: -0,93%
  • Nasdaq: -1,30%

“Trump é imprevisível, então não se sabe se ele está ganhando tempo para enviar tropas para invadir o Estreito de Ormuz ou para negociar mais”, disse Nicolas Domont, gestor de fundos da Optigestion em Paris, à Bloomberg News.

“A guerra pode terminar a qualquer momento e as coisas podem voltar ao normal em alguns meses, mas também podemos acabar com o petróleo a US$ 200 nos próximos seis meses.”

-- Com informações da Bloomberg News.

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