Bloomberg Línea — O tema “inflação” continua a dominar as discussões no mercado financeiro nesta sexta-feira (30), com os investidores digerindo dados de gastos de consumo pessoal (PCE) nos Estados Unidos, bem como a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) no Brasil.
Na quinta-feira (29), o CMN manteve a meta de inflação em 3% e o intervalo em 1,5 ponto percentual, além de instituir o horizonte contínuo a partir de 2025. O movimento fez com que os analistas ampliassem as apostas em um corte da Selic.
Em coletiva do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) na quinta-feira (29), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o comunicado do Copom já tinha deixado a porta aberta para o corte da Selic e disse que não tem como responder o que é correto com relação à projeção do mercado de corte de 0,50 ponto percentual.
O sentimento otimista contribui para ganhos do Ibovespa (IBOV) nesta última sessão de junho e do primeiro semestre. Por volta das 15h40 (horário de Brasília), o índice avançava 0,4%, negociado na casa dos 118 mil pontos. As ações da Petrobras (PETR3; PETR4), contudo, caiam forte: 4,3% e 4,35%, respectivamente, e limitavam os ganhos. Já o dólar recuava, negociado abaixo de R$ 4,80.
Os ganhos eram impulsionados ainda por dados de inflação mais fracos nos EUA. Por lá, o PCE teve alta de 0,1% em maio e, na comparação anual, desacelerou para 3,8%, no menor avanço anual em mais de dois anos.
Os dados de inflação divulgados nesta sexta somados à estagnação dos gastos do consumidor sugerem que o principal motor da economia americana está começando a perder força.,
Confira o desempenho dos mercados nesta sexta-feira (30):
- O Ibovespa subia 0,40%, aos 118.859 pontos às 15h40 (horário de Brasília);
- Entre os contratos de juros futuros, o DI para 2027 recuava 18 pontos-base, a 10,13%;
- O dólar à vista tinha queda de 1,39%, negociado a R$ 4,79;
- Nos EUA, os índices tinham alta: o S&P 500 subia 1,35%, enquanto o Nasdaq 100 tinha alta de 1,55%;
Leia também:
Por que a queda do dólar não é sentida nos preços, segundo este economista do Citi
À espera de Brasília, empresas investem de olho na ‘Arábia do hidrogênio verde’