Ibovespa avança 1,16% e interrompe sequência de quedas; dólar cai a R$ 5,00

Investidores praticamente ignoraram as ameaças de uma nova tarifa comercial de 25% impostas pelos EUA e buscaram oportunidades no mercado depois de uma desvalorização das ações brasileiras

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Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) subiu nesta terça-feira (2), enquanto investidores buscam oportunidades depois de uma queda das ações brasileiras desde meados de abril.

O principal índice da B3 fechou em alta de 1,16%, aos 174.197 pontos, voltando a encerrar em terreno positivo depois de uma sequência de cinco pregões com perdas.

O dólar comercial recuou 0,45%, cotado a R$ 5,0032, com o cenário internacional mais ameno.

Os investidores praticamente ignoraram os possíveis efeitos de uma nova tarifa comercial de 25% proposta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), em relatório após a investigação de práticas comerciais do Brasil com base na chamada Seção 301.

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O USTR classificou as práticas do Brasil como “injustas”, citando temas que vão desde o bloqueio de perfis em redes sociais a políticas voltadas para o etanol. O órgão apontou uma longa lista de produtos que ficariam de fora das novas tarifas, incluindo café, carne bovina, algumas frutas e peças de aeronaves.

Ainda cabe negociação entre Washington e Brasília e uma audiência foi marcada para dia 6 de julho. A agência tem prazo até 15 de julho para tomar uma decisão final.

Do lado brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que autoridades de ambos países têm realizado reuniões para negociar questões comerciais, mas ainda não chegaram a um acordo.

Já em Washington, o diretor do Conselho Nacional Econômico, Kevin Hassett afirmou que a decisão final caberá ao USTR.

Entre as ações, a Vale (VALE3) subiu 4,11% e liderou entre as maiores influências positivas em volume. Os bancos tiveram um dia de recuperação. Itaú Unibanco, BTG Pactual, Bradesco e Santander Brasil subiram. O Banco do Brasil foi exceção e fechou em queda.

Já a Petrobras recuou diante do cenário mais estável para o petróleo. As ações preferenciais (PETR4) recuaram 0,75% e foram a principal influência negativa em volume. A WEG recuou 2,21% e também impediu um avanço maior do Ibovespa.

Destaque ainda para as ações do Nubank (NU), que fecharam em queda de 8,16% em Nova York depois do anúncio da saída do CFO Guilherme Lago e do rebaixamento do papel para “venda” por analistas do Bank of America. Outros bancos também apontaram a notícia como negativa para a fintech, diante dos desafios de crédito enfrentados no Brasil.

No mercado internacional, o impulso das ações de tecnologia ligadas à inteligência artificial ajudaram a manter os ganhos. O sentimento em relação às negociações no Oriente Médio também amenizou. O presidente Donald Trump disse que ainda otimista que os EUA podem chegar a um acordo interino de paz em breve com o Irã e desconsiderou reportagens da mídia estatal iraniana dizendo que as conversas tinham sido suspensas.

Com informações da Bloomberg News

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