Bloomberg — As bolsas internacionais mantiveram-se próximas de máximas históricas nesta segunda-feira (10), com os operadores de mercado voltados para a próxima divulgação de dados importantes dos EUA, à medida que as apostas em aumentos das taxas de juros pelo Federal Reserve diminuíram. O petróleo subiu para US$ 84 por barril, já que um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz continuava distante.
Os futuros dos EUA apontavam para pequenos ganhos na abertura, após o Índice S&P 500 ter fechado em nível recorde na sexta-feira (7), na sequência de dados fracos sobre o mercado de trabalho dos EUA. Os contratos da Nasdaq registravam alta de 0,4%.
As ações do setor de tecnologia europeu apresentaram desempenho superior, com o índice de referência regional mantendo-se próximo do recorde da semana passada. O índice asiático da MSCI foi negociado com alta de 0,6%.
Analistas do JPMorgan Chase elevaram sua meta de fechamento do S&P 500 para o final do ano de 7.800 para 8.000, afirmando que uma forte temporada de resultados e uma monetização da IA mais rápida do que o esperado para as hiperescaladoras estão impulsionando as estimativas de lucro. O foco agora se volta para os dados sobre os preços ao consumidor dos EUA, a serem divulgados nesta semana, em busca de pistas sobre os próximos passos dos formuladores de políticas, bem como para as perspectivas de um acordo duradouro sobre o Estreito de Ormuz.
“Com os resultados financeiros praticamente no retrovisor, a geopolítica — e, particularmente, o impacto do Irã sobre os preços do petróleo e as expectativas de inflação — deve voltar ao primeiro plano”, afirmou Fabio Caldato, gestor de carteiras da AcomeA. “Estamos atentos à divulgação do IPC dos EUA na quarta-feira como um teste fundamental para o processo desinflacionário em andamento.”
🔘 As bolsas na sexta-feira (07/08): Dow Jones Industrials (+0,28%), S&P 500 (+0,62%), Nasdaq Composite (+1,30%), Stoxx 600 (+0,31%), Ibovespa (-1,73%)
Veja a seguir outros destaques desta manhã de segunda-feira (10 de agosto):
- Revolut avança na Europa. A fintech britânica obteve uma licença bancária na França para crescer no continente europeu. O banco começará atendendo clientes localmente, para depois se expandir para outros mercados, incluindo Alemanha, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha.
- Desaceleração chinesa. Os preços ao consumidor na China cresceram no ritmo mais lento dos últimos seis meses, enquanto a inflação na porta da fábrica diminuiu pela primeira vez desde o início da guerra no Irã. Indicadores de preços apresentaram desaceleração maior do que o esperado em julho.
- Alta da TSMC com chips. A Taiwan Semiconductor Manufacturing anunciou um aumento de 45% em suas vendas mensais, um sinal de demanda sustentada por hardware de IA diante da volatilidade do mercado de tecnologia.
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-- Com informações da Bloomberg News.
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