Bloomberg — O Agibank, fintech com mais de 6,4 milhões de clientes ativos e foco na baixa renda, está em busca de levantar US$ 785,5 milhões em uma oferta pública inicial (IPO) na Bolsa de Nova York (NYSE).
Essa pode ser a segunda listagem de uma empresa brasileira nos Estados Unidos em 2026, depois da estreia do PicPay na Nasdaq nesta quinta-feira (29).
A empresa fundada e controlada por Marciano Testa, presidente executivo do conselho, planeja vender cerca de 43,6 milhões de ações ao preço de US$ 15 a US$ 18 cada uma, de acordo com um registro regulatório na quinta.
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Isso pode lhe atribuir um valor de mercado de aproximadamente US$ 3,3 bilhões no topo dessa faixa.
O IPO está programado para ser precificadao em 10 de fevereiro e a demanda já é 4,5 vezes maior do que o número de ações sendo oferecidas, disse uma pessoa familiarizada com o assunto que falou com a Bloomberg News e que pediu para não ser identificada ao discutir detalhes confidenciais.
Na quarta-feira (28), o PicPay precificou sua oferta inicial em US$ 19, no topo de sua faixa esperada, com valor de mercado de cerca de US$ 2,5 bilhões.
O Agibank foi avaliado em R$ 9,3 bilhões (US$ 1,7 bilhão) em sua rodada de financiamento mais recente em dezembro de 2024, quando recebeu um investimento de R$ 400 milhões da Lumina Capital, um fundo brasileiro fundado por Daniel Goldberg, que já comandou o Morgan Stanley no Brasil.
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Outro fundo presente entre os investidores - há mais tempo - é a Vinci Compass, uma das maiores gestoras em ativos alternativos da América Latina.
O banco reportou um lucro líquido de R$ 1,1 bilhão nos 12 meses até setembro passado, com um retorno sobre o patrimônio líquido médio de 40,9%.
O Goldman Sachs lidera a coordenação do IPO, seguido pelo Morgan Stanley.
Citigroup, BTG Pactual, Itaú BBA, Bradesco BBI, Santander e XP também participam como coordenadores da oferta.
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