Bloomberg — Todos os 19 dirigentes do Federal Reserve apoiaram a decisão de elevar os juros em setembro, e muitos defenderam a medida como proteção contra o risco de intensificação das pressões inflacionárias.
Outro grupo de dirigentes afirmou que juros mais altos eram necessários diante das perspectivas para a economia, sinalizando maior preocupação com a inflação elevada, segundo a ata da reunião de 15 e 16 de setembro do Fomc, divulgada nesta quarta-feira (7) em Washington.
“A maioria dos participantes avaliou que outro aumento da faixa da taxa dos Fed Funds provavelmente seria apropriado até o fim do ano”, afirmou a ata.
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Os membros votantes do Fomc apoiaram por unanimidade a decisão no mês passado de elevar em 0,25 ponto percentual a faixa da taxa básica, para 3,75% a 4% — o primeiro aumento desde julho de 2023. A decisão ocorreu em meio a sinais de aceleração da economia como um todo.
“Vários participantes comentaram que o ritmo subjacente da economia parecia ter aumentado”, afirmou também a ata.
O documento também revelou uma discussão sobre as condições financeiras. Muitos dirigentes comentaram que, apesar da recente alta dos rendimentos dos Treasuries de prazo mais longo, “as condições financeiras pareciam favorecer o crescimento econômico, com os preços das ações acumulando forte alta neste ano e os spreads dos títulos corporativos permanecendo estreitos”.
O presidente do Fed, Kevin Warsh, disse a jornalistas, depois da decisão de 16 de setembro, que a medida tinha como objetivo retirar uma “dose de acomodação”, diante da persistência da inflação elevada. Os comentários reforçaram as apostas do mercado em outro aumento em outubro.
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A decisão também provocou críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, que atribuiu a alta dos juros aos colegas de Warsh, os quais acusou de agir de forma “muito política”.
Desde a reunião, porém, uma série de declarações de importantes dirigentes do Fed indicou que o banco central pode não ter pressa para elevar novamente os juros.
O vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, e o presidente do Fed de Nova York, John Williams, disseram em discursos separados na semana passada que acreditavam que o banco central tinha tempo para avaliar a economia antes de considerar outro aumento dos juros. Os investidores reduziram rapidamente as expectativas de alta neste mês.
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