Argentina corta juros pela sexta vez sob Milei, para 40%, com inflação em queda

Em abril, inflação mensal no país vizinho caiu para 8,8%, de um patamar de 26% em dezembro; inflação anual, contudo, segue perto de 290%

Os custos de empréstimos agora caíram de uma alta de 133% em dezembro passado
Por Kevin Simauchi - Ignacio Olivera Doll
15 de Maio, 2024 | 08:17 AM

Bloomberg — A Argentina reduziu sua taxa de juros de referência pela sexta vez durante o mandato do presidente Javier Milei, já que seu governo vê a inflação diminuindo enquanto encolhe o balanço do banco central.

A autoridade monetária reduziu a taxa de 50% para 40%, de acordo com um comunicado publicado em seu site na noite de terça-feira (14). Os custos de empréstimos agora caíram de uma alta de 133% em dezembro passado.

A inflação mensal na Argentina diminuiu desde que Milei assumiu o cargo em 10 de dezembro, caindo para 8,8% em abril, de 26% em dezembro.

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A equipe econômica do mandatário vê a tendência continuando, prevendo que os aumentos de preços ao consumidor caiam para 3,8% até setembro, de acordo com uma apresentação vista pela Bloomberg News.

Isso é muito menor do que a taxa de 5,8% esperada pelos analistas em uma pesquisa do banco central. No entanto, a inflação anual segue alta, em 289,4% em abril.

Além de reduzir sua taxa-chave, o banco central também disse em um outro comunicado de imprensa que intervirá a seu critério no mercado secundário de títulos sem considerar a margem de preço de 2% estabelecida pela regulamentação atual.

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Na segunda-feira (13), a equipe do Fundo Monetário Internacional aprovou a oitava revisão do programa de US$ 44 bilhões da Argentina.

Se aprovado pelo conselho executivo do FMI, esse movimento daria ao país cerca de US$ 800 milhões de espaço para honrar pagamentos de dívida ao credor sediado em Washington.

Embora a política monetária de Milei vá contra a recomendação ortodoxa do FMI para taxas reais positivas, os funcionários esperam que custos de empréstimos mais baixos permitam que o banco central limpe seu balanço altamente endividado e absorva liquidez excessiva como etapas-chave antes de levantar os controles de capital.

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