Haddad sugere a Lula nomes de Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para o Banco Central

Em entrevista a rádio, ministro confirmou a indicação ao presidente para duas vagas na diretoria do BC que foram abertas no fim do ano; Mello é secretário de política econômica e Cavalcanti, professor de economia da Universidade de Cambridge

BCB
Por Beatriz Reis
03 de Fevereiro, 2026 | 12:05 PM

Bloomberg — O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu dois economistas para as vagas em aberto na diretoria do Banco Central, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não tomou uma decisão sobre os indicados.

Haddad propôs os nomes de Guilherme Mello, secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, e Tiago Cavalcanti, professor de economia da Universidade de Cambridge, a Lula no final do ano passado, disse ele em uma entrevista em rádio nesta terça-feira (3).

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Lula planeja discutir as vagas também com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, mas o processo ainda não avançou, disse o ministro.

Leia também: Haddad tenta emplacar Guilherme Mello na diretoria do Banco Central, dizem fontes

A diretoria da instituição monetária, composta por nove membros e liderada por Galípolo, abriu duas vagas no final de 2025, quando terminaram os mandatos dos antigos diretores, Diogo Guillen e Renato Gomes.

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Cavalcanti é especialista em pesquisa sobre macroeconomia, crescimento e desenvolvimento econômico, de acordo com sua biografia em Cambridge.

Economista de esquerda, Mello juntou-se a Haddad para defender reduções às taxas de juros, que atualmente estão em 15% ao ano, o nível mais alto em quase duas décadas.

Guilherme Mello

Ele ocupa seu cargo atual desde que Lula retornou à presidência, há três anos. Mello já havia assessorado a campanha presidencial de Haddad em 2018 e fez parte da equipe que desenvolveu o programa econômico de Lula durante as eleições de 2022.

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Na semana passada, o Banco Central manteve a taxa básica de juros inalterada pela quinta reunião consecutiva, sinalizando que espera iniciar cortes na próxima reunião, em março. Devido às vagas em aberto, apenas sete membros participaram da decisão.

Em ata da última reunião divulgada nesta terça-feira (3), o comitê disse que determinará a dimensão e a duração do seu próximo ciclo de flexibilização monetária ao longo do tempo, à medida que analisa dados econômicos que ainda apresentam sinais contraditórios.

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