O gol de placa da Lenovo na Copa mais tecnológica da história

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Produzido por:
Lenovo
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A maior Copa do Mundo de futebol da história levou aos estádios dos Estados Unidos, México e Canadá 48 seleções, 1.248 jogadores profissionais e mais de 6 milhões de torcedores. Por trás desses números gigantescos, uma outra disputa aconteceu e já teve um vencedor.

Se dentro de campo as atenções estarão voltadas para craques como Kylian Mbappé, Lionel Messi e Lamine Yamal, nos bastidores uma disputa paralela se deu nos servidores, centros de comando e sistemas de inteligência artificial responsáveis por manter toda essa engrenagem funcionando.

Nesta Copa do Mundo da tecnologia, quem levantou o troféu foi a Lenovo. Em outubro de 2024, a companhia firmou um contrato com a Fifa e se tornou parceira oficial de tecnologia da entidade. Era a primeira vez que a entidade que organiza o futebol mundial escolhia uma parceira tecnológica.

De acordo com Claudio Stopatto, General Manager da divisão de ISG (Infrastructure Solutions Group) da Lenovo para a América Latina, essa será a oportunidade de mostrar as soluções da companhia em larga escala. “Vai ser uma grande vitrine e um caso de uso real”, afirma.

DENTRO E FORA DE CAMPO

As tecnologias da Lenovo na Copa do Mundo estão dentro e fora das quatro linhas. Uma das novidades dentro de campo são as imagens exclusivas de uma câmera que fica com o árbitro de cada partida. Para que as imagens sejam transmitidas, há muita tecnologia por trás.

Primeiro pelo fato de que as imagens capturadas precisam ser transmitidas quase em tempo real. Tudo o que é gravado leva poucos segundos para ser enviado até uma central de comando. É nessa central que é aplicada uma tecnologia de estabilização da imagem — afinal, o árbitro está correndo e a câmera balança.

Em geral, o processo chamado de Referee View AI Stabilizer não leva mais de 30 segundos desde o fim do lance em questão até a exibição. Tudo passa por uma infraestrutura desenvolvida pela Lenovo que faz o download, estabiliza e devolve a imagem corrigida para a transmissão.

“Para evitar latência, esse processamento precisa ser local (híbrido), sem depender totalmente da nuvem pública, permitindo que a imagem apareça rapidamente durante o jogo”, explica Stopatto, que afirma que essa é uma solução que exemplifica o conceito de “ir do bolso até a nuvem”.

“É um processo que envolve desde os notebooks de quem faz a renderização até os servidores locais que processam o algoritmo”, afirma o executivo. “Esse algoritmo foi criado em conjunto com a FIFA e roda em uma infraestrutura fornecida pela Lenovo.”

As transmissões vão contar ainda com outro recurso visual que só surgiu com o avanço da tecnologia. Neste caso, trata-se de um recurso que vai auxiliar a trazer mais isonomia para o jogo, permitindo que os árbitros tomem as melhores decisões. É o caso dos avatares digitais tridimensionais utilizados nas análises da arbitragem.

A partir da reconstrução digital dos jogadores, o VAR Digital Avatars torna possível apresentar lances de impedimento e outras jogadas complexas utilizando modelos em 3D, facilitando a compreensão das decisões tanto para quem acompanha pela televisão quanto para os torcedores presentes nos estádios.

Fora de campo, a Lenovo levou para os Estados Unidos, México e Canadá tecnologias que facilitam a chegada e a saída dos torcedores aos estádios e aos festivais que reúnem os apaixonados por futebol. A tecnologia Digital Twins, por exemplo, cria réplicas virtuais do estádio e de suas adjacências.

Isso é necessário para que as autoridades que cuidam da logística dos torcedores possam simular e prever o comportamento das multidões. Com base nos dados, é possível ajustar os fluxos de transporte e o esquema de segurança para acomodar milhares de torcedores.

MUNDO HÍBRIDO

Por trás de tudo isso há um conceito tecnológico chamado de inteligência artificial híbrida. Trata-se da junção de três grandes fontes de informações: os dados pessoais, os dados empresariais e os dados públicos. Esses dados estão à disposição de diferentes empresas, mas eram pouco aproveitados até então.

“O que a inteligência artificial faz é combinar tudo isso”, afirma Stopatto. “As empresas lidam com dados pessoais de funcionários, dados empresariais do dia a dia e precisam cruzar isso com dados públicos (informações de mercado) para definir segmentos de atuação, lançar produtos e entender o comportamento do consumidor.”

O plano da Lenovo com essa ferramenta é levar aos clientes uma jornada de implementação estratégica de inteligência artificial. O trabalho envolve desde prover dispositivos prontos para rodar aplicações de IA (como smartphones, desktops e notebooks) até montar a infraestrutura tecnológica eficiente no data center.

Para dimensionar os resultados, a Lenovo criou uma consultoria especial chamada AI Discovery, cujo objetivo é ajudar o cliente a utilizar a inteligência artificial da melhor forma para o seu negócio e medir o retorno sobre o investimento. Em outras palavras, a Lenovo fornece aos clientes uma maneira para que eles cobrem da empresa os resultados que a tecnologia promete trazer.

Tudo isso vai muito além do futebol. A expectativa é de que as soluções que estão sendo exibidas na vitrine da Copa do Mundo passem a circular fora dos estádios e, mais precisamente, dentro das empresas. Setores como saúde, educação, indústria e finanças estão na mira da Lenovo.

Não seria a primeira vez que uma novidade criada para uma modalidade esportiva impacta a vida de quem não é atleta ou nem mesmo acompanha alguma competição. O sistema de freio ABS, por exemplo, foi criado para carros de alta performance. Hoje é item padrão na indústria automotiva.

“O mesmo acontece com a inteligência artificial”, afirma. “Quando conseguimos fazer uma solução funcionar em um ambiente tão complexo quanto uma Copa do Mundo, outras organizações passam a querer utilizá-la em escalas menores.”

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