Mercados buscam recuperação em meio a preocupações com disseminação de covid

Investidores se dividem entre cautela e interesse em barganhas, mas continuam atentos às restrições em aeroportos para passageiros vindos da China

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Barcelona, Espanha — As preocupações com a disseminação de covid reduzem o apetite por risco nos mercados, mas alguns índices testam recuperação. Os investidores já não acreditam na possibilidade de um grande rali de fim de ano em meio a temores de que os controles contra covid além da fronteira chinesa possa acabar reativando problemas de suprimentos e novos riscos pandêmicos.

Os futuros de índices de ações dos Estados Unidos mostram recuperação amparados em ganhos do setor de tecnologia na Ásia, destacadamente das ações da Tencent. Já no mercado europeu o sinal é negativo assim como o encerramento das bolsas asiáticas. O rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA com vencimento em 10 anos subia há pouco, a 3,86% enquanto o dólar mostrava pequena depreciação.

→ O que move os mercados hoje

😷 Covid volta a preocupar. Os investidores mostram cautela em meio à reação de vários países que adotaram exigência de testes negativos de covid para passageiros vindos da China, entre os quais Estados Unidos e Itália. A medida se dá em meio a contágios massivos na China após o fim da política Covid Zero. O Comitê de Segurança Sanitária da União Europeia se reunirá hoje para discutir possíveis medidas a serem tomadas coordenadamente.

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💸 Pressão inflacionária adicional? Analistas já ponderam os efeitos da reabertura e da perspectiva de maior demanda sobre os preços de petróleo e outras commodities e o possível impacto inflacionário, enquanto os bancos centrais das principais economias do mundo seguem na luta para conter a inflação com aumento de juros.

🏦 Mais cortes. O Goldman Sachs avisou em sua mensagem de fim de ano para a equipe que deve realizar mais uma rodada de cortes de postos de trabalho. “Prevemos que nossa redução de pessoal ocorrerá na primeira quinzena de janeiro”, disse David Solomon, CEO do banco de investimento, mencionando a necessidade de a empresa se preparar para “ventos contrários”.

🪖 Rússia persiste. Moscou não negociará o fim da guerra com a Ucrânia, apesar de ter sofrido uma série de baixas no campo de batalha. O Kremlin avisou que não discutirá as exigências da Ucrânia de retirada de tropas e pagamento de indenizações e continuou hoje com lançamento de mísseis em larga escala que atingiu Kyiev e Lviv.

🟢 As bolsas ontem (28/12): Dow Jones Industrials (-1,10%), S&P 500 (-1,20%), Nasdaq Composite (-1,35%), Stoxx 600 (-0,13%), Ibovespa (+1,53%)

As esperanças de um rali de fim de ano se desvaneceram após um segundo pregão de queda nas bolsas dos Estados Unidos e uma jornada de poucos negócios. Aumentaram as preocupações no mercado com a possibilidade de um aumento de casos de covid após o fim das restrições na China e a reativação de trânsito aéreo.

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Na agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

• EUA: Pedidos Iniciais de Seguro-Desemprego, Estoques de Petróleo Bruto

• Europa: Zona do Euro (Empréstimos ao Setor Privado); Reino Unido (Crédito ao Consumidor, Aprovação de Hipotecas); Espanha (Vendas no Varejo/Nov)

• Ásia: China (Balança Comercial/Nov)

• América Latina: Brasil (IGP-M/Dez, Dívida Líquida/Nov, Balanço Orçamentário/Nov)

• Bancos centrais: BCE publica boletim econômico

📌 Para amanhã:

• Feriado (Brasil, Reino Unido, Austrália); Espanha (IPC/Dez); Reino Unido (Índice de Preços de Imóveis/Dez) China (PMI Composto/Dez)

(Com informações da Bloomberg News)