Bloomberg Línea — A semana após a eliminação do Brasil da Copa do Mundo de 2022 começa com a diplomação do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seu vice Geraldo Alckmin (PSB). O evento começa nesta segunda-feira (12) às 14h no horário de Brasília.
Antes disso, por aqui ainda é divulgado o relatório Focus, boletim semanal do Banco Central com as expectativas de agentes do mercado financeiro para indicadores econômicos, como Produto Interno Bruto (PIB), inflação e taxa Selic.
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Nos Estados Unidos, a preocupação com a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) na quarta-feira (14) dita o ritmo dos mercados, que repercutem também uma ligação que aconteceu no final de semana entre Joe Biden e o presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, sobre a guerra da Rússia. Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) também se reúnem e anunciam as novas taxas de juros na quinta-feira (15) pela manhã.
Confira as outras notícias que devem afetar os mercados nesta segunda-feira (12):
1. Diplomação da chapa Lula-Alckmin
Acontece hoje a diplomação de Lula e de Alckmin no Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ato, que acontece desde 1946, é importante porque marca o fim do processo eleitoral, antecedendo a posse, marcada para 1º de janeiro de 2023.
Na semana passada, quando anunciou Fernando Haddad (PT) como ministro da Fazenda, e outros chefes de algumas das pastas de seu governo, Lula disse que os próximos nomes seriam anunciados após a diplomação. Agora, o mercado monitora as futuras escolhas do presidente eleito.
2. Semana de juros
O Banco Central (BC) manteve a taxa Selic do Brasil em 13,75% ao ano na reunião da semana passada. A vez de decisão do rumo dos juros é agora de outros bancos centrais.
Na quarta-feira (14), o Fed se reúne para definir as taxas dos Estados Unidos. Segundo pesquisa feita pela Bloomberg News, os formuladores de políticas aumentarão as taxas em 50 pontos base nesta semana, após quatro aumentos consecutivos de 75 pontos base, e de 25 pontos base nas duas reuniões seguintes.
Para o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, “o Fed deverá desacelerar o ritmo de elevações e para evitar cortes precoces deverá trazer um tom marginalmente austero”.
Nesta semana, também serão anunciadas as taxas de juros da Europa pelo BCE e do banco central do Reino Unido. Por lá, a inflação em 11,1% é mais de cinco vezes a meta de 2% do BOE. Mas o banco central está prevendo uma recessão que reduzirá a demanda e o crescimento dos preços e aumentará o desemprego, mesmo que as taxas permaneçam no nível atual de 3%.
3. Mercados
Os índices futuros dos EUA registraram ganhos modestos por volta das 8h (horário de Brasília), enquando o dólar apagou um avanço no início de uma semana crucial para decisões de política monetária na semana pós-Copom.
Os contratos dos índices S&P 500 e Nasdaq 100 subiam cerca de 0,2% após perdas semanais. Já o índice Stoxx Europe 600 caía pela sexta vez em sete dias.
Os investidores estão procurando pistas mais firmes sobre até que ponto e com que rapidez os bancos centrais apertarão a política monetária a partir de agora, à medida que ressurgem os temores de uma recessão.
4. Manchetes do dia
Estadão: Governadores ‘driblam’ Orçamento e repassam R$ 1 bilhão extra a TJs e MPs
Folha de S. Paulo: Diplomação de Lula marca fim do processo eleitoral; entenda
O Globo: Equipe de transição tenta saída para cumprir promessa de revogaço de sigilo de cem anos sem ferir Lei de Dados
Valor: IPOs devem voltar a ganhar fôlego em 2023
5. Agenda
No Brasil, às 8h25 (horário de Brasília), é divulgado o Boletim Focus do Banco Central. Acontece hoje também o discurso de Jochnick, membro do Conselho Fiscal do BCE, na Zona do Euro, e, nos Estados Unidos, a publicação do balanço orçamentário federal referente a novembro.
E também...
O petróleo recua nesta manhã com os traders avaliando as perspectivas de demanda em meio às crescentes preocupações econômicas. A commodity do tipo West Texas (WTI) era negociada em queda de 0,9%.
O petróleo continua no caminho de seu primeiro declínio trimestral consecutivo desde meados de 2019, à medida que as perspectivas de demanda pioram e a escassa liquidez exacerba as oscilações de preços no final do ano.
— Com informações de Bloomberg News
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