Mercados têm sinais mistos com avaliação sobre juros, comércio e covid na China

O dia é curto para as operações nos EUA e os investidores ponderam os níveis recorde de casos de covid na China, o desempenho da Black Friday e a perspectiva para os juros nos EUA e na Europa

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Barcelona, Espanha — A perspectiva de alta mais moderada dos juros nos Estados Unidos se expande também para previsão do aumento praticado na Europa, após a divulgação da ata do Banco Central Europeu (BCE). Os analistas monitoram hoje o pulso do consumo nesta Black Friday e também as compras por pânico em Pequim, onde o contágio de covid alcança níveis recordes. O retorno dos investidores após o Dia de Ação de Graças acontece até a metade do dia, quando as bolsas nos EUA voltam a fechar.

→ O que move os mercados hoje

🛍️ Black Friday cinza? A inflação alta e a confiança mais fraca dos consumidores devem afetar as vendas da Black Friday. Segundo previsão da S&P, as vendas desta edição devem recuar -1,2%, o que seria a primeira queda desde a crise 2009. Ao mesmo tempo, funcionários da Amazon planejam uma paralisação em quarenta países, incluindo os EUA, por melhores salários e condições de trabalho.

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🛒Compras massivas. O número de contágios por covid na China continua atingindo níveis recordes e os investidores estão atentos a uma onda de consumo gerada pelo pânico por amplos bloqueios em áreas da capital chinesa. Em Pequim alguns aplicativos de entrega de supermercados (Freshippo e Sam’s Club) estiveram tão sobrecarregados que interromperam o recebimento de pedidos.

🇩🇪 Alemanha resiste. A economia alemã conseguiu crescer +0,4% no terceiro trimestre, ante +0,3% de alta na primeira leitura do dado. Além disso, o indicador de Expectativas de Negócios Ifo subiu pelo segundo mês consecutivo, refletindo mais otimismo apesar da crise energética. O armazenamento de gás e o clima mais ameno vem reduzindo o impacto dos preços de energia até o momento.

📉 BCE suave também? Assim como no Fed, alguns dirigentes do BCE mostraram preferência por subir menos os juros no encontro de outubro, o que poderia se concretizar no próxima decisão do BCE, com uma redução do ritmo de alta de 0,75 ponto percentual para 0,50 ponto percentual. Outros membros, entretanto, creem que o espaço para um ajuste menor é “limitado”.

🛑 Guerra e crise. O Instituto de Finanças Internacionais (IIF) prevê que a economia global crescerá +1,2% em 2023, enquanto na Europa a queda será de -2% ante a perspectiva de continuidade da guerra na Ucrânia por tempo indeterminado.

🟢 As bolsas ontem (24/11): Dow Jones Industrials (--%), S&P 500 (--%), Nasdaq Composite (--%), Stoxx 600 (+0,46%), Ibovespa (+2,75%)

A ata do Fed continuou tendo reflexos nos mercados globais enquanto nos EUA se celebrava o dia de Ação de Graças, sem negociação de ações no mercado à vista. Os índices europeus subiram e o dólar americano perdeu força na sessão, após os membros do Fed sinalizarem desaceleração do ritmo de alta das taxas de juros na ata do Fed, divulgada na quarta-feira. Essa sinalização de aperto mais suave da economia também foi observada no conteúdo da ata do BCE, ontem.

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Na agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

Feriado: EUA (Dia de Ação de Graças) com mercados encerrando mais cedo às 13h

Europa: Alemanha (PIB/3T22, Clima do Consumidor-GfK/Dez); França e Itália (Confiança do Consumidor/Nov); Espanha (IPP); Itália (Confiança Empresarial/Nov, Balança Comercial/Out)

América Latina: Brasil (Transações Correntes/Out, Investimentos Estrangeiro Direto/Out); México (PIB/3T22, Atividade Econômica/Set)

Bancos centrais: Discurso de Luis de Guindos e Madis Muller (BCE)

📌 Para segunda-feira:

• EUA (Índice de Atividade Fed-Dallas/Nov); Reino Unido (Pesquisa de Varejo CBI/Nov); Japão (Vendas no Varejo/Out, Taxa de Desemprego/Out); Hong Kong (Balança Comercial/Out); Brasil (Boletim Focus, Empréstimos Bancários/Out); México (Balança Comercial/Out)

(Com informações da Bloomberg News)