Bloomberg Línea — Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia e ótima leitura!
Enquanto crescem as dúvidas sobre se a Rússia foi a autora do disparo contra a Polônia e, em caso afirmativo, se foi um acidente, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e os principais líderes europeus pedem cautela em torno das deduções sobre o episódio.
Um foguete atingiu um vilarejo polonês a cerca de 6 quilômetros da fronteira com a Ucrânia, matando duas pessoas. O incidente ocorre em um momento em que as tensões já estão altas com a Rússia, em guerra com a Ucrânia desde fevereiro. Moscou disparou uma bateria de mísseis contra a infraestrutura ucraniana no início do dia, causando interrupções de energia em todo o país.
Alguns líderes sugeriram inicialmente que o foguete que pousou na Polônia havia sido lançado pela Rússia, mas na manhã de quarta-feira a imagem era menos clara, com alguns até sugerindo que poderia ter sido a defesa antimísseis da Ucrânia desviando um projétil russo do curso.
Questionado se o foguete havia sido lançado da Rússia, Biden disse a repórteres em Bali, onde participava de uma cúpula do Grupo dos 20, que “há informações preliminares que contestam esta hipótese”. Dada a trajetória do foguete, é improvável que tenha sido disparado da Rússia, acrescentou o mandatário, “mas veremos”.
Vários diplomatas envolvidos no processo disseram que, enquanto as discussões estão em andamento, parece menos provável que a Polônia recorra ao Artigo 4 da Carta da OTAN, o que iniciaria uma discussão dentro da aliança militar antes de qualquer resposta potencial.
Os embaixadores da OTAN estão reunidos nesta manhã. Varsóvia tomará uma decisão sobre que procedimento seguir em função das consultas aos aliados.
⇒ Leia também: Pânico sobre ataque à Polônia diminui enquanto aliados buscam origem de míssil
No Radar
Os investidores iniciam a jornada monitorando a atuação da comunidade internacional, em especial dos Estados Unidos, para acalmar os ânimos sobre a origem do míssil que atingiu ontem a Polônia, membro da OTAN. Também ponderam a piora da inflação no Reino Unido e as vendas no varejo nos EUA, cujo resultado pode amparar apostas sobre a redução do ritmo do aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed).
🇬🇧 Inflação dispara. A inflação ao consumidor no Reino Unido subiu +11,1% em outubro para o maior nível em 41 anos. O número superou as previsões do mercado (+10,7%), com aumento de preços de alimentos, combustíveis e energia. O dado reforça expectativas de juros ainda maiores enquanto o país enfrenta uma recessão. Hoje o presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, falará no Parlamento.
🗳️ Trump de novo. Conforme era esperado, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, formalizou sua candidatura para voltar à Casa Branca em 2024. O anúncio ocorreu a despeito do desempenho pior do que o esperado para o partido Republicano na eleição de meio mandato, na semana passada, em que vários nomes apoiados por Trump fracassaram.
🟢 As bolsas ontem (15/11): Dow Jones Industrials (+0,17%), S&P 500 (+0,87%), Nasdaq Composite (+1,45%), Stoxx 600 (+0,37%), Ibovespa (bolsa fechada por feriado)
Os mercados acionários dos EUA subiram ante expectativas mais otimistas para a condução dos juros pelo Fed. O Índice de Preços ao Produtor de outubro ficou em 8% ante mesmo mês de 2021, abaixo da estimativa de 8,3%. Apesar de o mercado se sustentar no azul até o final do dia, o sentimento piorou à tarde, com a informação de que mísseis russos atingiram território da Polônia, membro da OTAN.
→ Saiba mais sobre o vaivém dos Mercados e se inscreva no After Hours, a newsletter vespertina da Bloomberg Línea com o resumo do fechamento dos mercados.
Agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• EUA: Estoques de Empresas/Set, Vendas no Varejo/Out, Produção Industrial/Out, Uso da Capacidade Instalada/Out, Pedidos de Hipotecas, Índice de Compras MBA
• Europa: Reino Unido (IPC/Out, IPP/Out, Índice de Preços de Imóveis); Itália (IPC/Out
• Asia: Japão (Índice de Atividade Industrial, Balança Comercial/Out)
• Bancos centrais: Discursos John Williams, Michael Barr e Christopher Waller (Fed); Christine Lagarde, François Villeroy e Fabio Panetta (BCE); Andrew Bailey (BoE)
• Balanços: Tencent, Lowe’s, Target, TJX, Cisco, NVIDIA, Christian Dior, Siemens Energy
📌 Para a semana:
• Quinta-feira: EUA (Vendas de Casas, Pedidos de Seguro Desemprego); Zona do Euro (IPC); Reino Unido, Alemanha, Itália e França (Licenciamento de Veículos); Japão (IPC); Discursos de Neel Kashkari e Loretta Mester (Fed)
• Sexta-feira: EUA (Índice de Indicadores Antecedentes, Vendas de Casas Usadas); Reino Unido (Vendas no Varejo) França (Taxa de Desemprego); Discursa Joachim Nagel (Bundesbank)
• Balanços: (Alibaba, Macy’s, Applied Materials, Palo Alto Networksa)
Destaques da Bloomberg Línea:
• O desafio que fintechs precisam superar na briga com os grandes bancos
• Charlie Munger: criptomoeda é uma combinação ruim de fraude e ilusão
• Entenda o que é o evento que levou ministros do STF, políticos e empresários para NY
→ E mais na versão e-mail do Breakfast:
• Também é importante: Pérsio Arida: Estas são as três reformas de que o Brasil precisa para crescer | Após rali em Wall Street, JPMorgan aproveita para reduzir exposição em ações | FTX pode ter mais 1 milhão de credores em processo de recuperação judicial
• Opinião Bloomberg: Qual a relação entre o colapso da FTX e a pandemia?
• Pra não ficar de fora: Quanto ganha o vencedor da Copa? E o que cada país faria com o dinheiro